| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
| 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 |
| 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 |
| 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 |
| 29 | 30 | 31 |
Nome completo: Yuu Hasegawa.
Na Internet conhecem-na mais por Aika Miura, ela diz-se Miura Aika. É uma das atrizes pornôs japonesas mais populares na rede.
Nascimento: 1976
"Uma leitora me escreveu pedindo dicas para descobrir se sua cliente é lésbica. Segundo ela, todas as vezes que a dita cuja aparece esboça um largo sorriso, mostrando alegria em revê-la. Seu colega de trabalho, que "também é do babado", não tem dúvidas. Na sua opinião, a cliente "olha muito" e ainda "leva o maior jeito". Minha cara leitora, entretanto, não está convencida e pede que eu dê conselhos sobre como descobrir se sua cliente é lésbica sem dar muito na cara. Vamos lá. O chamado gaydar (radar gay) é uma espécie de sensor inerente a grande maioria dos homossexuais, homens e mulheres. Está ligado à própria sensibilidade gay e talvez tenha suas origens nas décadas que antecederam a rebelião de Stonewall, em 1969, o grande marco do movimento gay. Numa época em que a homossexualidade era um grande tabu, como nos anos 50, como identificar "as colegas"? Pelo culto a determinadas estrelas de cinema, como Bette Davies e Joan Crawford? Por um senso estético refinado e gosto por musicais? Pelo tom sarcástico e respostas espirituosas, remetendo a Oscar Wilde? De fato, houve um tempo em que essas características eram tão marcantes que acabaram por integrar a chamada cultura gay. Em 2003 essas características podem dizer respeito a algumas bichas, mas não coloque a mão no fogo por nenhum homem que seja devoto de Maria Callas - ele pode não ser gay. Primeiro porque nos últimos anos a cultura gay vem sendo apropriada pelo mainstream. Depois porque as características que supostamente identificam um homossexual estão hoje mais ligadas aos seus hábitos de consumo: o tipo (ou marca) de sapatos que ele usa, os produtos que compra no supermercado, o itinerário de sua viagem. Finalmente, há que se dizer que o gaydar funciona de uma maneira um tanto quanto subjetiva. E na hora da paquera, essa subjetividade é a única coisa que realmente funciona. Numa pesquisa informal com amigas, consegui listar algumas dicas para identificar uma lésbica. A característica mais citada foi o tamanho das unhas das mãos. É verdade que a maioria das mulheres que transam com outras mulheres tem as unhas curtíssimas, por motivos óbvios. Mas, como diz a piada, há lésbicas solteiras. Eu mesma já me coloquei numa situação constrangedora certa vez em que, do alto da minha experiência, afirmei que as mãos de uma mulher eram absolutamente reveladoras. No minuto seguinte percebi que minha interlocutora - a minha orientadora de mestrado, uma mulher séria e pouco afeita a generalizações e comentários levianos - tinhas os dedos compridos, usava as unhas bem curtas... e não era lésbica. Existem também alguns códigos mais óbvios, que caem na caricatura. Evidentemente uma mulher que anda de camisa azul clara, calça bag, dock-siders e mullets tem praticamente escrito na testa que é "entendida" (há muito tempo, diga-se de passagem). As mais moderninhas se travestem de bolacha com regatas brancas, cabelos curtos e espetados, coturnos, as calças caindo de forma a revelar uma cuequinha. Mas pense no que estamos perdendo se nos ativermos a essas obviedades. Certo, tem gosto prá tudo. Mas eu, pessoalmente, não tenho fetiche por uniformes. Outra forma de identificação mencionada é a enquete musical. Gosta da Simone? Comprou o novo disco da Adriana Calcanhoto? Daria tudo por um ingresso para o show da Zélia Duncan? Sapatão!!! E se gostar de música ao vivo, pode embrulhar e levar pra casa. Mas lembre-se: há vida inteligente em outras galáxias e as marcianas podem ser bem interessantes. Tente Lan-Lan, vá de Laura Finocchiaro. De qualquer forma, o nome de uma cantora invariavelmente aparece no repertório. E Marina funciona bem como música de trabalho. Já no plano mais subjetivo, há a questão do olhar. "A identificação pelo olhar é sempre imediata", garante uma amiga que vem fazendo pesquisa de campo há mais de quatro décadas. Por sinal, a troca de olhares é um dos poucos sensores unisex, ou seja, funciona tanto para eles quanto para elas. Não hesite em usar esse método pois ele não surte efeito algum caso você esteja flertando com um heterossexual. Só tome cuidado para não fazer o teste com alguém do sexo oposto, você pode ser muito mal-interpretada(o). Mas se você está realmente interessada em alguém e não conseguiu decifrar ainda se essa pessoa ou figura (por sinal, duas palavrinhas mágicas) é "do babado", acredite: a melhor coisa a fazer é partir para a paquera. Nada de cantadas infames, apenas um olhar insistente, meio safado de preferência. Eu sei, vai dar na cara. Mas vai por mim, seja homo ou heterossexual, poucas mulheres resistem à curiosidade despertada pelo olhar de desejo de outra mulher (se ela fizer seu gênero, claro). E aquelas que não dão o braço a torcer, vão fingir que nada aconteceu. É pura ciência."
(por Suzy Capó – atriz e jornalista)