| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | |||
| 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 |
| 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 |
| 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 |
| 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
Grupo Gay da Bahia (GGB) entrega aos melhores o Troféu Triângulo Rosa, aos piores o Pau de Sebo
Como acontece todos os anos, desde 1991, logo após o Oscar de Hollywood, o Grupo Gay da Bahia, entidade de utilidade pública municipal de Salvador, divulgou, pelo décimo sexto ano consecutivo, o “Oscar Gay”, premiando com o Troféu Triângulo Rosa as personalidades e instituições que deram maior apoio aos direitos humanos dos homossexuais, e outorgando o Troféu Pau de Sebo, aos inimigos dos gays, lésbicas e transgêneros. O objetivo do Oscar Gay, em sua 16ª edição anual, é estimular os simpatizantes a defenderem com coragem a cidadania plena dos homossexuais e erradicar a intolerância homofóbica. O Troféu Triângulo Rosa relembra o distintivo utilizado pelos nazistas nos campos de concentração para identificar os prisioneiros homossexuais - mais de 300 mil gays foram presos por Hitler. Hoje o Triângulo Rosa tornou-se o símbolo internacional do orgulho gay. Quanto ao Troféu Pau de Sebo, explica Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia: "Aproveitamos uma tradição irreverente do folclore brasileiro para mostrar o ridículo dos inimigos dos gays, lésbicas e transgêneros: por mais que queiram destruir o movimento de libertação homossexual, nunca chegam a seu objetivo, caindo e se lambuzando no pau de sebo da ignorância. Mesmo que esperneiem, aumenta a cada ano os gays assumidos e o apoio dos simpatizantes, além das garantias legais a favor de nossa cidadania."
No Oscar Gay 2006, destacaram-se como principais amigos dos homossexuais o deputado Fernando Gabeira, os Prefeitos de Campinas e Palmas (Tocantins), o ator Bruno Gagliasso e o apresentador Faustão numa lista de 50 personalidades e instituições que se destacaram na defesa dos direitos humanos dos homossexuais. Entre os inimigos merecedores do Troféu Pau de Sebo, predominam políticos e órgãos governamentais, entre esses o Senador ACM por criticar o apoio governamental a atividades do movimento homossexual: "Quem é esse gay forte do governo é o que eu quero saber. Não pode ser um gay fraco, porque não conseguiria o dinheiro para esse apoio", o Deputado Jair Bolsonaro por referir-se aos homossexuais como "boiolas" em discurso na Câmara e por declarar: "não queremos homossexual passivo nem ativo neste governo!", o Cartunista Ziraldo, Ratinho apresentador de TV, por declarar que a morte dos homossexuais "não é causada por preconceito, mas sim por envolvimento com drogas, marginais, etc", Agência Nacional de Vigilância Sanitária, INSS, Comunidades Homofóbicas da Orkut como a "Bicha tem que apanhar na cara" e "Como matar um gay!" por estimular crimes de ódio como "sacar o soco inglês e bater na bicha até não conseguir mais respirar, de tanto sangue entupir suas vias respiratórias, depois dar um tiro", e diversos pastores e entidades evangélicas, por suas declarações contra a cidadania homossexual.
Explicando: MPMC = mulher poderosa mal-comida
Por que toda moça que vira chefe ou político importante logo ganha fama de mal-comida? É possível que haja quem pense assim em pleno século 21? Pois leia o texto abaixo e conclua: por essa lógica, que mal-comido é um homem...
"As pessoas da firma estão todas em polvorosa esperando para saber quem vai ser o novo chefe. Ele chega. Quer dizer, ele é uma mulher. Susto. Se for meio brava, então, já era. Logo logo os funcionários (e as funcionárias, o que é pior) vão começar a comentar que ela é mal-comida. Um bom sexo resolveria tudo. Quem sabe um vibrador? Se você substituir a chefe mulher por um chefe homem, que chega na firma, grita com todo mundo e ameaça demissões, a conversa no quilo vai ser outra. Ele é um canalha, ele é um monstro. Mas ninguém vai dizer que ele é um mal-comido que precisa de sexo. Mulher poderosa, coitada, sempre é mal-comida. Ou não. Às vezes ela é bem comida. Isso quando deu para o chefe. A sociedade ainda só aceita a mulher chefe que deu (ou não deu). Fez o teste do sofá. Homem que deu para subir? Comeu para subir? Sinceramente, você já ouviu alguém falar isso no trabalho? Não sabemos como tudo começou. Mas claro que a teoria da histeria do Freud (que para a época fazia muito sentido) deve ter contribuído. Só que depois apareceram mulheres que pioraram as coisas. A Margareth Thatcher, por exemplo, deve ser uma das maiores responsáveis pelo mito da mulher poderosa mal-comida no mundo. Sim, também achamos que a Margareth é mal-comida. Assim como a Condoleza Rice. Mas por que nunca ninguém fala que o Bush é mal-comido? E ele é! Um homem que precisa bombardear países tem sérios problemas sexuais. Não é preciso ser o Contardo Calligaris para imaginar que um míssel é uma coisa fálica. Nunca ouvimos ninguém dizer: "Mas esse Bush precisa é de uma boa trepada". Não, não é só disso que ele precisa, claro. Ele também precisa de choque elétrico e camisa-de-força. Mas a realidade dura e triste, em um país em que só 30% das mulheres chegam a cargos de chefia, é que a chefe sempre é mal-comida. Assim como a que entra na política e dá certo, é eleita e briga com todo mundo. Heloísa Helena é mal-comida. Coisa que ninguém diria do ACM Netto. Digam não a essa babaquice, meninas! O mito é uma farsa. Olhem na contra-capa para ter certeza."
(por Nina Lemos - jornalista)