Lara & Mara*

Para mulheres que amam mulheres com leveza e beleza

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Terra Blog

Arquivo de: Julho 2006

31.07.06

Livros Infantis com Temática Gay

categorias: Livro e Abajur

“And Tango Makes Three” (Com Tango, somos três)
“Sissy Duckling” (O Patinho Efeminado)
“King & King” (Rei e Rei)
“Daddy's Roommate” (O Companheiro do Papai)
“Carly: She's Still My Daddy” (Carly: Ela Continua Sendo Meu Pai)

"Ultimamente, muito se comenta sobre a sexualidade dos pingüins. No último Oscar, o documentário francês “A Marcha dos Pingüins” foi o vencedor em sua categoria, contando a jornada para o acasalamento e nascimento da espécie na Antártida. Uma outra história, bem mais urbana, aconteceu há dois anos no zoológico do Central Park, em Nova York. Foi lá que Roy e Silo, dois pingüins machos, adotaram um filhote e, inclusive, chocaram o ovo, formando uma família no mínimo diferente das que habitam o local. Agora, a história deles se tornou livro. E infantil. “And Tango Makes Three” (Com Tango, somos três) é o nome do livro baseado nessa história real. O livro começa com o encontro de Roy e Silo e a criação de um ninho, que seria o lar de ambos. Assim como os outros, o casal também quer ser pai. Determinados e decididos, levam uma pedra com formato de ovo até seu ninho e começam a cuidá-la. De chorar, não? Emocionado com a situação, um tratador do zoológico decide que eles merecem uma chance e resolve dar-lhes um ovo de verdade. Os pais dedicados chocaram por 34 dias o tal ovinho até que nascesse a bela Tango. Até hoje, os três podem ser vistos, felizes, no zôo. O livro, editado pela Simon & Schuster Children's Publishing, foi desenvolvido pelo dramaturgo Peter Parnell e pelo ilustrador Henry Cole, e contou com o auxílio do psiquiatra Justin Richardson. "Há milhões de casais homossexuais com filhos hoje nos Estados Unidos, onde 21% das lésbicas e 5% dos gays têm filhos biológicos ou adotivos e onde aproximadamente 3,5 milhões de crianças vivem em lares de casais do mesmo sexo. Nosso livro traz uma história de amor que ajuda as crianças a aceitar essas famílias não convencionais", diz o psiquiatra Justin Richardson. Mas nem tudo são flores. Recentemente, pais americanos revoltados fizeram o livro ser retirado da seção infantil da biblioteca de Savannah, em St. Joseph, no estado de Missouri, por sua temática homossexual. Agora, “And Tango Makes Three” foi incluído na parte de ensaios da biblioteca. De qualquer forma, o livro vem sendo bem aceito em outras partes do mundo onde foi lançado e ajuda crianças pequenas a entenderem que a diferença está em todos os lugares, sem exceção."

(texto deTino Moretti)

 

Um patinho diferente, um príncipe que gosta de príncipes...

"Era uma vez um príncipe que não gostava de princesas, uma menina que tinha duas mães, um patinho que não era feio mas era diferente dos outros. São, todos, personagens de livrinhos para criança que, lado a lado com Branca de Neve e o Dinossauro Barney, freqüentam as prateleiras infantis das livrarias e bibliotecas americanas – só que com temática nitidamente pró-homossexual. Nos estados mais liberais dos Estados Unidos, tais publicações fazem inclusive parte do currículo nos primeiros anos escolares, com a previsível dose de protestos paternos: desde que chegaram ao jardim-de-infância, livrinhos gays foram destruídos em atos públicos, um pai acabou preso, escolas foram processadas e diretores colecionam ameaças de morte. Nesse universo, a publicação de livros infantis com tema gay, iniciada no fim dos anos 80, cresce sem parar e vem ganhando cada vez mais leveza e humor. Um dos pioneiros, "Daddy's Roommate" (O Companheiro do Papai), de 1990, conta de forma bastante direta a história de um menino que conhece o parceiro de seu pai. O autor, Michael Willhoite, gay, 60 anos, mostra os dois dormindo na mesma cama, passando bronzeador na praia e comendo pipoca abraçados no sofá da sala. "Ser gay é apenas mais um tipo de amor, e amor é o melhor tipo de felicidade", explica a mãe para o menino no fim do livro. Bem mais divertido é o recente "The Sissy Duckling" (O Patinho Efeminado), que foi ilustrado por Henry Cole, o mesmo de And Tango Makes Three, e escrito pelo ator, escritor e ativista gay Harvey Fierstein. Feito para crianças de 5 a 9 anos, fala de um patinho vaidoso, Elmer, que não leva jeito para esportes, adora assar biscoitos, usa óculos cor-de-rosa e mochila estampada com margaridas. Vítima de constante preconceito, Elmer supera tudo e proclama, feliz, no final: "Eu sou muito gay e tenho orgulho disso!". "De uns anos para cá, esses livros estão cada vez mais populares, apesar da onda conservadora que atinge os Estados Unidos", diz a professora Elizabeth Rowell, responsável pela maior coleção de livros infantis gays do país, reunida no Rhode Island College, em Providence. "Até para filhos de pais transexuais foi escrito um livrinho em 2004, "Carly: She's Still My Daddy" (Carly : Ela Continua Sendo Meu Pai), que conta a história de um pai que muda de sexo." Segundo Elizabeth, existem atualmente 71 títulos do gênero nos Estados Unidos, alguns vindos de fora. O holandês "King & King" (Rei e Rei) da autora holandesa Linda de Haan - ela como a co-autora Stern Nijland é heterossexual - foi tão bem-sucedido que está tomando forma de série de aventuras. Escrita para crianças a partir de 6 anos, a história do príncipe que não gostava de princesas e acabou se casando com outro príncipe foi lançada em cinco países (Holanda, Alemanha, Dinamarca, Espanha e Estados Unidos) e ganhou continuação, "King & King & Family", a pedido da editora americana."

(Fonte: Revista Veja)

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  • Postado em 09:42:30

30.07.06

Bent

categorias: Filme e pipoca

Título original: “Bent”
Gênero:
drama
Origem:
Inglaterra
Direção: Sean Mathias
Roteiro:
Martin Sherman, baseado em sua peça teatral
Com: Clive Owen, Brian Webber, Lothaire Bluteau, Ian McKellen, Jude Law e Mick Jagger.
Premiação: Ganhou o prêmio de Melhor Ator (Lothaire Blutheau), no Festival de Gijón.
Curiosidade: Ian McKellen, que interpreta o tio Freddie, interpretou o protagonista Max na versão de “Bent” exibida nos teatros de Londres em 1979.

Adaptação para o cinema da famosa peça de Martin Sherman sobre a vida dos homossexuais na época áurea do nazismo. No centro de tudo, o drama de Max (Clive Owen) que vive na Berlim dos anos 30. Depois de participar de uma festa gay na boate da trans Greta (Mick Jagger), é perseguido por nazistas. Ele e Rudi (Brian Webber) são amantes e tentam escapar da perseguição de Hitler fugindo para o interior em busca da ajuda de amigos e parentes. Não demora, no entanto, a serem presos e levados para o campo de concentração de Dachau. No trem que os transporta para a prisão, eles são torturados pelos guardas e Rudi é assassinado. Chegando ao campo, Max tenta esconder que seja homossexual (prisioneiros que se revelavam gays eram massacrados pelos guardas e pelos próprios companheiros de prisão), mostrando o triângulo amarelo no peito (que marcava os judeus). Durante os trabalhos forçados conhece Horst (Lothaire Bluteau), outro homossexual, e que traz no uniforme o triângulo rosa, maneira como os nazistas identificam homossexuais, e os dois se apaixonam. Aos poucos, Max se conscientiza politicamente e passa a usar o triângulo rosa no peito, resultado da relação cada vez mais forte com Horst. É uma fita poética e triste. A cena em que Max e Horst fazem amor sem se tocar é belíssima. O filme é um cult.

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  • Postado em 09:27:19

29.07.06

*Holocausto Gay*

categorias: É bom saber

Os esquecidos da história

Até hoje as indenizações às famílias das vítimas do holocausto gay ainda não foram efetivadas, apesar da pressão da ONU pelo ressarcimento dos homossexuais perseguidos pelo III Reich, pelo acordo ratificado pelos bancos e por culpa do próprio responsável, o governo alemão, criando diversos empecílhos financeiros. Cerca de 15 mil gays condenados e mortos pela hegemonia da raça ariana não tinham direito nem mesmo a um memorial na capital. O ex-prefeito de Berlim, Eberhad Diepgen, negou a grupos ativistas e famílias a construção de um monumento aos gays.
Tudo começou em 8 de março de 1933 quando foram instituidos os primeiros campos de concentração. Berlim, considerada a capital dos movimentos humanistas e da liberdade homossexual, tornou-se palco de uma guerra homofóbica e particular. Os pontos de encontro e os cabarés foram invadidos pelos soldados da Gestapo (polícia secreta) com suas armas e licenciados pelo recém-instituído “Parágrafo 175” da lei (que classificava a homossexualidade como desvio). Homossexuais e lésbicas foram arrastados aos campos de concentração onde nem ao menos eram julgados pela justiça, mas sim pelo órgão administrativo da seção. Os que tinham alguma influência ou "sobrenome" eram designados para a detenção ou deportação, mas os outros eram liquidados nos campos. Às lesbicas eram feitas algumas concessões em virtude de sua natureza como genitoras. Lá, eles eram marcados com um triângulo rosa no braço e além de conviver com os criminosos e assassinos não podiam sequer conversar com outros detentos homossexuais. O objetivo dos nazistas não era eliminar os homossexuais, mas modificá-los através de tortura, chantagem, expoliação de patrimônio e até usá-los como cobaias para experiências médicas, entre elas a castração. Em 1943, Henrich Himmler autorizou a prática da castração dos deportados homossexuais, quando um grande número de pessoas morreu durante a intervenção cirúrgica. Os homossexuais sobreviventes eram designados para as tarefas mais duras em campos de trabalho forçado. Em 1944, os primeiros campos são dominados pelos aliados, e os homossexuais que sobreviveram ainda tinham medo de declarar o motivo de sua deportação por conta dos empecilhos sociais, familiares e de trabalho que viriam em seguida a um testemunho desta natureza. Para muitos deles, o retorno à liberdade significava uma auto-censura diante de uma legislação hostil ainda, período em que a grande maioria se exilou no anonimato. Tudo por culpa da ausência de uma lei que reconhecesse a perseguição por orientação sexual, pela fragilidade dos movimentos ativistas gays nos anos 70, e pela própria sociedade, inclusive intelectuais, que escamoteavam uma realidade à qual preferiam fechar os olhos. Porém uma realidade que estava estampada na memória coletiva. Em 1982, na França, Pierre Seell, diante de uma nova coação homofóbica, decide romper o silêncio e revela todo o tipo de sofrimento que passou nos campos. Um austríaco, Heiz Heger, depôe em seu livro toda a verdade chocante que se passava por trás dos muros de concentração. Meses depois, Martin Shermann, judeu e gay, apresenta uma peça onde aborda pela primeira vez o holocausto gay no teatro. De Londres, a peça foi para Paris e para a Broadway em 1979, onde o mundo conheceria a verdade atrás da iconografia oficial dos nazistas. Infelizmente, graças a esta abertura dos primeiros deportados gays, a coragem e a atitude das próximas gerações do holocausto nazista, hoje sabemos que foram 90 a 100 mil gays e lésbicas presos entre 1933 e 1945, de 10 a 15 mil somente no apogeu do nazismo. Sem falar dos outros esquecidos como os maçons, os doentes mentais, os aleijados, os fiéis da religião Testemunhas de Jeová...etc...etc...

  

O francês Pierre Seell e o austríaco Heiz Heger, gays sobreviventes dos campos de concentração e Martin Sherman, judeu e gay, autor da peça teatral “Bent”

Memoriais

Alemanha
Em 2003 o Parlamento alemão concordou em destinar US$ 610 mil (o equivalente a cerca de R$ 1,7 milhão) para a construção do memorial em homenagem aos gays no centro da capital alemã, Berlim. No ano anterior, em 2002, as autoridades da Alemanha apresentaram um pedido de desculpas formal aos gays perseguidos pelo nazismo, depois que foram derrubadas objeções conservadoras à medida. O memorial fica junto ao Parque Tiergarten em Berlim, perto do local onde se planejou construir um memorial sobre o Holocausto. Ao contrário do ocorrido com milhares de judeus mortos por ordem do governo de Adolf Hitler, os homossexuais vítimas do nazismo tiveram que lutar por reconhecimento. O estigma social e uma lei contra o homossexualismo – só revogada em 1969 – minaram os esforços para o reconhecimento das vítimas gays. A lei que aprovou a construção do monumento para os gays foi aprovada com o apoio do Partido Social-Democrata e do Partido Verde, que estavam no governo. O Partido Cristão-Democrata, na oposição, votou contra a proposta.

Itália
A cidade de Trieste (norte da Itália), uma das mais atingidas pelo nazismo na Itália, prestou uma homenagem aos homossexuais assassinados no Holocausto com uma lápide no antigo campo de extermínio de Risiera de São Sabba, onde morreram mais de 5 mil pessoas entre 1943 e 1945. A lápide foi inaugurada por ocasião do Dia da Memória, realizado no dia 27 de janeiro de 2005, depois de a iniciativa ter obtido a aprovação unânime da comissão do Museu da Risiera. Trata-se de uma placa de mármore preto com um triângulo rosa - como os que apareciam costurados nas camisas dos homossexuais no campo de concentração - e a inscrição: "Contra todas as discriminações, o círculo Arcobaleno Arcigay de Trieste lembra as vítimas homossexuais do nazismo". Além da lápide, no museu do campo de concentração são expostas fotografias e textos sobre a tragédia dos homossexuais durante o nazismo e o fascismo.

Israel
Em 2005 um novo memorial de Israel apresentou uma exposição dedicada a gays e lésbicas que foram vítimas do Holocausto. O Museu de Yad Vashem abriu oficialmente as portas em março de 2005, em Jerusalém. A homenagem a homossexuais não estava nos planos originais. Há alguns meses quando o museu ainda estava em construção, Sa´ar Netanel, membro da Prefeitura de Jerusalém, visitou a construção do museu que homenageia os 10 milhões de judeus mortos pelos nazistas. Netanel afirmou na ocasião que ficou surpreso ao ver que o museu não mencionava gays e lésbicas e comunicou o fato ao diretor. “O povo judeu tem a obrigação moral de relembrar todas as vítimas da Segunda Guerra Mundial”, disse Netanel. “O Estado de Israel deve ser o primeiro país no mundo a mencionar todas as vítimas”, disse.

Áustria
Neste ano, 2006, um monumento será construído na área onde ficavam os quartéis da Gestapo em Morzinplatz, Viena, em lembrança às vítimas gays do nazismo com a inscrição Queer na cor rosa.

(Fonte: GLSPLANET)

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28.07.06

Eva Mendes

categorias: Pretty Woman

Nome Completo: Eva Mendes (atriz)
Natural de: Houston, Texas, Estados Unidos
Nascimento: 05 de maio de 1974

 

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  • Postado em 07:25:24

27.07.06

Desabafo

categorias: Definindo I

"Somos mulheres e gostamos de mulheres. Entregamo-nos à meiguice de um olhar, nos doamos de corpo inteiro. Apreciamos cada gesto, cada curva, cada detalhe. É fácil se desfazer na beleza de ser mulher e estar junto a uma que nos prenda só com o tocar macio da voz...Da voz suave que percorre todo um possível desejo. Não nos importa o que e como pensam sobre esse assunto. O que importa é a escolha que fizemos e a quem escolhemos. Nos interessa a felicidade e a busca do prazer, mais que carnal, um prazer que vai além do limite que barra dois corpos. Somos relativistas. Não diferenciamos as pessoas do nosso convívio. Perante o mundo somos todos iguais. Não assustamos com preconceitos, mas nos sentimos envergonhadas com os preconceituosos, pois estes nada sabem sobre sentimentos e muito menos desfrutam de um prazer. Não sabem de onde foram gerados e muito menos os segredos que o mantiveram por meses. Do preconceito não pedimos distância. Pedimos que este seja perdoado, mas também não nos impeçam de nos revoltarmos com os preconceituosos, que carregam no peito o orgulho de dizer “eu não sou”, quando poderiam apenas se calar. A todos os preconceituosos, apenas nosso desabafo e esperança de que um dia possam entender o que é ser mulher. E que possam compreender o valor que temos mesmo estando com outra mulher em busca do amor. Entendam que ser mulher é muito mais que ser mulher, simplesmente é ser a ponte de tudo o que nos faz feliz. É a força que nos move em busca de novos e bons sentimentos."

(por Angels – do site Espaço GLS)

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