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Título original: “If the walls could talk 2”
Gênero: drama
Origem: EUA
Direção: Jane Anderson, Martha Coolidge e Anne Heche
Roteiro: Jane Anderson, Anne Heche, Alex Sichel e Sylvia Sichel
Com: Vanessa Redgrave e Marian Seldes, Chloe Sevigny e Michelle Williams, Sharon Stone e Ellen DeGeneres
Produção da HBO composta por três histórias de mulheres que amam mulheres e que têm como cenário a mesma casa, mas protagonizadas por diferentes moradores que passaram pelo lugar em épocas diferentes: 1961, 1972 e 2000. O segmento de 1961, dirigida por Jane Anderson, conta a história de Edith (Vanessa Redgrave) e Abby (Marian Seldes), companheiras de uma vida inteira, 50 anos. Quando Abby sofre um derrame e morre, Edith tem de silenciosamente enfrentar a perda, os filhos que não compreendem o motivo de tanta tristeza e mais, pelo fato de não ser considerada da família, tanto pelo hospital quanto pelos herdeiros, aquilo que construíram juntas está prestes a ser herdado por um sobrinho que mal conhecia a tia, além disso tem de enfrentar problemas com a sociedade de 1961, que não aceita nem entende o significado da relação que elas tinham. A história emociona, mas causa revolta. Na segunda parte, dirigido por Martha Coolidge, a história se passa em 1972, época da liberação da mulher americana e do ativismo feminista. É neste contexto que duas mulheres, uma butch, Amy (Chloë Sevigny) e uma feminina, Linda (Michelle Williams), vivem um caso de amor enfrentando o preconceito do próprio meio homossexual. No último episódio, ambientado na época atual, Fran (Sharon Stone) e Kal (Ellen DeGeneres) querem ter um bebê, e que esse filho seja só delas, mas a busca por um doador transforma-se numa comédia de erros. Aqui está uma grande oportunidade para as fãs de Sharon poderem vê-la beijando e fazendo amor com uma mulher. Esta parte foi escrita e dirigida por Anne Heche, que na época era companheira de DeGeneres na vida real.
Autora: Vange Leonel
Editora Summus
"Imagine se Peter Pan, Wendy e Sininho fossem lésbicas à solta na noite de uma metrópole, e a Terra do Nunca uma boate da moda cheia de meninas perdidas? Lelê adora conquistar uma garota após a outra e já está criando fama de destruidora de corações. Belzinha está solitária depois de se decepcionar muito com o amor. As duas já foram namoradas, mas agora são grandes amigas e se divertem saindo todas as noites para as baladas lésbicas da cidade, à procura de sexo e aventuras amorosas. Uma terceira personagem, enigmática, aparece para agitar ainda mais a vida de Lelê e Belzinha. Esta personagem misteriosa volta para a balada aos 40 anos para tentar resgatar a própria juventude, situação inspirada levemente na fábula de Peter Pan. Quem é ela? O que ela quer? Numa divertida releitura da clássica história, com toques de filosofia, humor, romance, sexo, música eletrônica, mistério e fantasia, o livro de Vange retrata a cena clubber de jovens lésbicas modernas numa grande metrópole. Em "Balada Para As Meninas Perdidas", são retratadas lésbicas de todos os tipos e cores. "Lésbicas são tão variadas que não vejo sentido em retratá-las através de estereótipos", diz Vange. "Após anos convivendo com garotas de toda espécie, freqüentando clubes e boates, quis fazer uma ficção sobre a noite lésbica, com muito humor e algum lirismo. Há um pouco de aventura, ciúme, brigas, intrigas e, naturalmente, sexo!". De fato, esse é um diferencial que chama a atenção no livro de Vange: ela é generosa ao narrar detalhes sobre transas entre garotas. "Sempre senti falta de descrições pormenorizadas e verossímeis de sexo lésbico nos livros", conta."