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"Todo amor é trágico, pensou a Morena Bailarina Gorda que sofria de amor platônico pelo Dono Do Circo Pálido que se encontrava às escondidas com o Rubro Domador Valente que era casado com A Menina que Montava o Elefante Azul que tinha namorado o Adestrador de Poodles Brancos que ainda sonhava com a Vermelha Engolidora de Fogo que nutria certo encanto pelo Loiro Atirador de Facas que trocava confidências e carinhos com sua Assistente de Palco de Maiô Grená que nutria paixão pelo Colorido Palhaço Triste que ainda tentava seduzir a Loira Malabarista Magricela que possuía dois filhos com o Jambo Rapaz da Bilheteria que desde jovem amava a Ruiva Mulher Barbada que sonhava com a Desbotada Cantora Enlutada que suspirava de amores pelo Mágico De Cartola e Capa Cinza que seduzia a Motoqueira do Globo Da Morte de Cabelo Roxo que mantinha um caso com o Anêmico Homem de Duas cabeças que também olhava com interesse para a Bronzeada Mulher Gorila que tinha esperanças de constituir uma família com o Chinês Tratador dos Animais de Uniforme Amarelo que amava escondido a Atriz de Peruca Verde que era doida pela Morena Bailarina Gorda que achava que todo amor era trágico e cuja vida lhe parecia um verdadeiro circo. Negro."
(texto de Santamaria – este é seu único nome. Uma mulher secreta.
Escreve desde jovem com vários pseudônimos)