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Título original: “Goldfish Memory”
Gênero: comédia romântica
Origem: Irlanda
Direção e roteiro: Elizabeth Gill
Com: Sean Campion, Flora Montgomery, Jean Butler, Fiona Gascott
Abusivamente romântico, “Todas as cores do amor” celebra a diversidade sexual. Quando se trata do amor, os seres humanos agem com se fossem peixinhos dourados, cuja memória dura apenas três segundos, depois de uma volta pelo aquário tudo é novidade. Cada vez que dois peixinhos se vêem, é como se fosse a primeira vez. Ou seja, a cada vez que nos apaixonamos, esquecemos todas as eventuais decepções do amor antigo e nos jogamos de cabeça na nova paixão. O filme escrito e dirigido por Liz Gill, que já foi assistente de Martin Scorsese, se desenvolve de forma semelhante ao famoso poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade – “João amava Teresa que amava Raimundo que amava...”. Mas os relacionamentos aqui, contemporâneos, também envolvem casos homossexuais. Um ciclo de romances se inicia dentro de um grupo de pessoas que freqüentam o mesmo café em Dublin, na Irlanda. O ponto de partida da “quadrilha” irlandesa é Tom, um professor quarentão que insiste em namorar moças jovens, para as quais sempre conta a história dos peixinhos e lê o mesmo poema alemão. Ele namora Clara, mas também se interessa por Isolde. Clara descobre e se envolve com a lésbica Angie, melhor amiga do gay Red, que por sua vez se apaixona e é correspondido pelo barman David, namorado de Rosie. A rede de relações aumenta um pouco mais e todos os personagens acabam tendo um certo tipo de contato com os demais – alguns até transitam pelas opções sexuais, mudando e retomando sua posição. Alguns querem se casar, outros querem apenas ter um caso sem compromissos. Uns traem seus parceiros e outros descobrem mais sobre sua própria sexualidade. Mas o desejo é sempre o mesmo: achar a felicidade e a única coisa em que todos concordam é que não dá para viver sem amor. E tudo ao som de muita bossa nova com composições de Tom Jobim e cantadas em português carregado de sotaque.