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"Sussurre-me o nome de todas as flores. Sussurre-me o nome de todos os pássaros. Sussurre-me as cores de todas as suas saudades, o nome de todas as deusas, as dores de todos os anjos. Pegue-me como quem pega um pássaro. Olhe-me como quem admira uma flor. Adore-me como quem adora uma deusa, e abriga-me como quem guarda saudades, como quem guarda amor. E beije-me, beije-me, beije-me, beije-me, sinta meus cílios nos teus, e toque-me. Faça-me acreditar nos meus poros, diga-me que tenho olhos e diga-me também qual é a cor deles. Diga-me que tenho sonhos, diga-me que tenho tudo. Resolva-me com suas curvas, satisfaça essa vontade que tenho de morrer em seus braços ou permita-me afogar em teu oceano placidamente azul, perfeitamente azul, lentamente. E beije-me, beije-me, beije-me, beije-me. Não torture mais estes meus lábios que nem sempre são vermelhos, não acinzente mais as tardes que nunca foram infinitas, não cale estes meus desejos azuis porque são azuis. E, por favor, não me abandone como quem solta uma pomba, leve-me nos braços."
(poema adaptado de Victor Carbone, criador do blog "Muigats")