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Pesquisas de opinião pública confirmam que, de todas as minorias sociais, "os homossexuais são as maiores vítimas do preconceito", mais rejeitados que os negros, judeus e mulheres (Folha de São Paulo, 2/3/1993, “Homossexuais, as maiores vítimas do preconceito”). Gays e lésbicas são constantemente vitimados pela propagação de uma ideologia anti-homossexual nos meios de comunicação. São ridicularizados nas TV's e apresentados como "doentes", "devassos" e "pervertidos" pela imprensa sensacionalista e, inclusive, pela "grande imprensa". Além disso, instituições fundamentais do regime brasileiro, como a Igreja e o Exército, condenam a homossexualidade veementemente e pregam abertamente a "extirpação" deste "mal". Os efeitos dessa ideologia, para as lésbicas e gays, são terríveis. Uma pesquisa realizada com duas mil pessoas e publicada pela revista Veja, em sua edição de 12/05/93, demonstra o grau de discriminação que os vitima. Alguns exemplos:
79% dos brasileiros ficariam tristes se tivessem um filho ou filha homossexual;
79% dos entrevistados não aceitariam que seu filho saísse com um amigo gay. No Nordeste a taxa de não aceitação pula para 87%;
56% mudariam sua conduta com o colega se soubessem que ele é homossexual. Um em cada cinco se afastariam;
56% não concordam que um candidato homossexual seja eleito Presidente da República;
47% dos entrevistados mudariam seu voto caso fosse revelado que o seu candidato a uma eleição é homossexual;
45% trocariam de médico se descobrissem que ele é gay. O mesmo aconteceria com o dentista, que perderia metade dos clientes;
44% acreditam que os homossexuais provocaram o aparecimento da Aids. Dois terços dos entrevistados com nível universitário discordam;
36% deixariam de contratar um homossexual para um cargo em sua empresa, mesmo que ele fosse mais qualificado;
Um outra pesquisa realizada recentemente com 250 clínicos gerais em São Paulo revelou que 30% deles consideram a homossexualidade uma doença, isso quando, desde 1985, a Organização Mundial de Nacional, retirou de seu "código internacional de doenças" o artigo que qualificava o homossexualismo como uma doença. Tal aversão dos brasileiros a profissionais homossexuais atingiu, no passado, um ídolo do futebol, Renato Gaúcho, na época jogador, hoje técnico do Vasco, que após declarar numa entrevista ter experimentado algumas relações homoeróticas, foi hostilizado pela torcida que ostentou no estádio uma faixa com a frase: "Renato Aids". (O Globo, 20-9-1987, “Renato chega hostilizado”)
(fonte: Secretaria GLBT do site do PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados e jornais e revistas)