Lara & Mara*

Para mulheres que amam mulheres com leveza e beleza

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Para mulheres que amam mulheres com leveza e beleza
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Terra Blog

Arquivo de: Setembro 2006, 10

10.09.06

Seriado: The L Word

categorias: Filme e pipoca

Origem: Estados Unidos
Criação: Ilene Chaiken
Direção: RoseTorche
Roteiro:
Guinevere Turner

"O seriado “The L Word” estreou em 2005 na Warner Channel, com o mérito de ser a primeira série explicitamente lésbica exibida na TV. A série, trata com drama e pitadas de comédia a intimidade, os conflitos e a vida afetiva e sexual de um grupo de lésbicas que vivem em Los Angeles, na Califónia, Estados Unidos. Com o seriado, celebramos mais uma "tentativa" de que o ”coming out” feminino resulte não só em liberdade mas em longevidade para os trabalhos de mídia que nos tornam visíveis para os outros e podem nos garantir o direito de sermos o que somos e amarmos quem amamos. Celebramos a mesma mídia que poderá nos tornar invisíveis novamente, não por exclusão, mas por estarmos tão livres de estranhamentos que seremos apenas pessoas como outras na multidão. “The L Word” é um passo importante para tirar a idéia de bicho-papão, relacionada às lésbicas, que assombra a sociedade. O estrondoso sucesso da série, que fala do cotidiano de um grupo de mulheres que amam mulheres, refletiu positivamente na imagem das lésbicas junto a sociedade em geral. A segunda temporada da série estreou em julho de 2006, dando sequência às aventuras e desventuras do grupo de amigas.  Esta segunda temporada chega com um foco voltado para questões jurídicas que envolvem os homossexuais. Isso porque ela mostrará, por exemplo, a separação do casal protagonista Bette (Jennifer Beals) e Tina (Laurel Holloman) e como as duas conseguem, com a ajuda de uma advogada, realizar a partilha dos bens. Oficialmente, somente uma das atrizes é lésbica assumida – Leisha Hailey que vive a personagem Alice Pieszecki e que foi namorada da k.d. lang –, embora algumas já tenham feito outros papéis lésbicos: Laurel Holloman e Mia Kirshner. Oficialmente porque, em um chat, a atriz Pam Grier, que não é lésbica, deixou escapar que talvez existam outras lésbicas no elenco, além da Leisha, que apenas preferiram não sair do armário. Por trás das câmeras, também temos expressivas representantes do universo lésbico, como Ilene Chaiken, produtora, escritora e criadora, Rose Troche, diretora e escritora e Guinevere Turner. Vale ressaltar que inicialmente o seriado se chamaria Earthlings, uma gíria americana para pessoas “fora do contexto” (a palavra significa terráqueo). Menciono isto porque muita gente ainda pensa que são duas séries diferentes com as mesmas atrizes. Já com uma quarta temporada encomendada em sua terra natal, a série continua fazendo a cabeça das lésbicas em escala internacional e alimentando muitos sites, blogs e listas de discussão pelo mundo afora. Quem não viu “The L Word”, não sabe o que está perdendo, mas precisa saber. Aqui no Brasil tem uma iniciativa pioneira de Martha Vasconcelos e que conta com a colaboração de sua companheira Luriana Cohen, que é a lista de discussão http://br.groups.yahoo.com/group/thelword_br/  que oferece informações sobre o show, além de disponibilizar, em um canal de IRC, os episódios para serem baixados para o computador. É uma lista com um grupo de pessoas, que está ligada 24 horas no que acontece com o seriado. Tem informações sobre as músicas, recaps (episódios descritos sob a perspectiva de quem está contando), orientações sobre como conseguir os episódios, notícias sobre as atrizes e, até mesmo, relatos sobre o que vai acontecer nos próximos episódios.

"The L Word" - todo domingo, às 23h, na Warner Channel.

*** No post abaixo: Quem é quem em “The L Word”?

(fonte: site "Um outro olhar")

  • criado por  Mara* criado por Mara*
  • Postado em 03:14:46

Seriado: The L Word

categorias: Filme e pipoca

Quem é quem em “The L Word”

Criticado por algumas ativistas por mostrar apenas lésbicas lindas, ricas e glamourosas, o seriado consegue, mesmo assim, exibir um belo cardápio de garotas de vários tipos, cores e tamanhos. Na verdade nunca foram mostradas tantas bolachas, sapatas, lesbian chics, dykes, entendidas e bissexuais em um mesmo programa de TV. Um pequeno perfil das personagens do elenco fixo de “The L Word”.

 

Bette e Tina

Bette (Jeniffer Beals, de “Flashdance”) - Bette é a curadora de um museu de arte contemporânea de Los Angeles, filha mestiça de mãe branca e pai negro. Lésbica assumida, ela se empenha para que a arte mostrada no museu seja também sexualmente revolucionária. Extremamente dedicada à sua carreira profissional, Bette muitas vezes esquece de dar atenção à Tina, com quem está casada há mais de seis anos. As duas tentam ter um bebê através de inseminação artificial.

Tina (Laurel Holloman, de “A Incrível História de duas Garotas in Love”) - Tina não sabia que era lésbica até se apaixonar por Bette, sua primeira e única mulher. Doce, e até certo ponto submissa, ela encontra na mandona Bette a proteção que supõe necessitar. Depois de 6 anos de casamento, Tina pretende gerar um filho via inseminação artificial e, para isso, deixa sua própria carreira de lado e passa a ser sustentada pela namorada. Na segunda temporada, as duas se separam e com a ajuda de uma advogada, tentam realizar a partilha dos bens.

   Kit (Pam Grier, de “Jackie Brown”) - Kit é meia-irmã de Bette, ex-cantora de sucesso, heterossexual e que luta contra o alcoolismo. Nos episódios iniciais, Kit não parece muito integrada à trama, mas no final da temporada se envolve com uma “pessoa” que não faz parte do elenco fixo.

Jenny e Tim

Jenny (Mia Kirshner, de “24hs” e “Party Monster”) - Jenny se muda para a vizinhança lésbica da cidade com seu marido Tim. Logo no primeiro dia, ela flagra Shane e uma garota nadando na piscina da casa de Bette, totalmente nuas, flertando entre si. Fascinada por essa trip vouyerística, Jenny, uma escritora em busca de novas experiências, começa a cogitar se não teria “tendências” lésbicas. Depois de ser “atacada” por Marina durante uma festinha, Jenny dará um passo definitivo rumo à plena bissexualidade.

Tim (Eric Mabius, que atuou brevemente em “Party of Five“) - Tim é o marido de Jenny, técnico do time de natação da universidade local. A princípio, como qualquer homem heterossexual, fica excitado com a idéia de ter vizinhas lésbicas. Tim e Jenny são responsáveis pelas únicas cenas de sexo heterossexual de "The L Word", que irritaram algumas telespectadoras lésbicas. Contudo, são cenas pertinentes, na medida em que mostram que uma garota pode gostar de fazer sexo com homens e, mesmo assim, sentir desejo por outras mulheres.

   Marina (Karina Lombard, que fez uma ponta em “The Doors”) - Marina é dona do “Planet” um café/bar do bairro onde todas as personagens de ‘The L Word’ se encontram para conversar e paquerar. De ascendência italiana e sotaque carregado, Marina é uma mulher insegura que faz papel de predadora para disfarçar seus próprios medos. Jenny, a carne nova do pedaço, cai como uma luva para seus anseios sexuais e afetivos.

   Shane (Kate Moennig, que fez uma garota andrógina na série “Young Americans”) - Shane é a personagem mais amada pelas fãs. Cool, misteriosa, arredia e, ainda assim, doce, ela é a mais masculinizada da turma e é completamente avessa a compromissos no amor. Shane é contra “sleep-overs”, ou seja, nunca dorme com a garota com quem transa: seu negócio é trepar e depois vazar! Com isso, acaba ganhando fama de “destruidora de corações”. Shane é hair-stylist moderninha (aliás, a personagem foi inspirada em Warren Beatty no filme “Shampoo”, da década de 70).

   Alice (Leisha Hailey, única lésbica assumida entre as atrizes, foi namorada de k.d.lang e vocalista da banda “Murmurs”) - Alice é jornalista bissexual, e criadora de um “mapa do rebuceteio”, uma “árvore ginecológica” que mostra quem namorou com quem entre as meninas que ela conhece (e são muitas). Alice afirma poder estabelecer seis graus de separação entre duas garotas quaisquer, apenas traçando seus históricos de alcova. Juntamente com Dana, forma o núcleo cômico de “The L Word”.

   Dana (Erin Daniels, de “Câmera Indiscreta”) - Tenista profissional em fase de ascensão, Dana vive um conflito interno por não saber se sai do armário publicamente. Um dos melhores momentos da primeira temporada é a cena em que a turma ajuda Dana a apurar seu “gaydar”. Desconfiada que a chef do restaurante que freqüenta está dando mole, Dana pede que as amigas dêem uma olhada na moça para descobrir se ela é lésbica. A cena é de rolar de rir.

  

Carmen de La Pica (Sarah Shahi) e Helena Peabody (Rachel Shelley)
Novas personagens da segunda temporada

Para terminar, vale dizer que o seriado foi criado por Ilene Chalkin, que é lésbica e tem dois filhos gerados por inseminação artificial. Completam o triunvirato lésbico que produz “The L Word”: Guinevere Turner (atriz e roteirista do filme “Go Fish”) escrevendo os roteiros e fazendo algumas pontas como atriz e RoseTorche na direção e também nos roteiros.

(por Vange Leonel - atriz, cantora e colunista do site "MixBrasil")

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  • Postado em 03:10:29