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Na fragilidade, encontrar quem tenha força para nos colocar em equilíbrio novamente é uma benção
"Constantemente somos colocadas à prova, vivenciando situações difíceis, que exige muito de nós e de quem está ao nosso lado. A gangorra é uma excelente alegoria para exemplificar estas oscilações da vida. E estar em um relacionamento é encontrar o equilíbrio perfeito dessa gangorra. É exatamente neste momento que você conhece quem está ao seu lado. Ou melhor, do outro lado. A menos que você seja filha de Jaqueline Onassis, ou tenha ganho na loteria recentemente, ora ou outra estará “meio sem grana” e precisando de uma força da namorada. Seja para deixarem de freqüentar por um tempo lugares caríssimos, diminuírem as idas ao cinema ou até permitir que ela pague a sua parte do aluguel até que você reencontre sua estabilidade. Ou mesmo quando o problema não é dinheiro. O stress do cotidiano, o cansaço, os problemas emocionais também colocam o nosso lado da gangorra em desvantagem. Nesse momento de fragilidade, encontrar quem tenha força para nos colocar em equilíbrio novamente é uma benção. Quem já não namorou alguém que, na hora de apoiar, saiu correndo? Ou até mesmo quem já não correu (ou teve vontade de correr) quando a situação ficou difícil demais? Se você estiver no topo da gangorra, não sinta-se confortável nesta posição. Lembre-se sempre que ela não é permanente. Um dia você experimentará também a sensação de estar no chão. Portanto, sempre que sua namorada precisar de você, empreste sua força para que ela possa se reerguer. E mais importante que emprestar sua força, quando precisar, seja humilde e aceite a força da sua companheira para colocar a gangorra em movimento novamente. Aí você me pergunta: não existe um momento em que as duas estarão no chão? E eu te respondo com segurança: não. Esta é a característica mais marcante da gangorra e exatamente por isso ela foi usada como referência: os dois lados nunca estarão juntos em cima ou embaixo. De uma maneira ou de outra você ou ela sempre terão algo que a outra precisa. Pense bem: ninguém é perfeito o tempo todo. Nem sempre temos ou conseguimos tudo o que queremos, na hora que queremos. Infelizmente, não somos heroínas de história em quadrinhos, com aquelas roupas justinhas, corpos esculturais e super-poderes. Todas nós, de vez em quando, ficamos tristes, deprimidas, sem rumo, passamos por uma situação financeira difícil, uma doença, precisamos tomar uma decisão que nos deixa inseguras. A ajuda não precisa ser necessariamente material, paupável. Um abraço, um sorriso, um e-mail dizendo “eu te amo”, não importa. O peso da presença já faz toda a diferença. Estar presente e oferecer amor. Quer força maior que esta?"
(texto de Nina Lopes, jornalista e editora da revista "Sobre Elas")