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Perguntas que um gay sempre quis fazer para uma lésbica e vice-versa
É difícil fazer, mesmo para a amiga mais próxima, perguntas que levem a respostas que podem ser consideradas íntimas e pessoais. Surge aquele medo de parecer indiscreta ou insensível. Mas todos nós somos curiosos. Numa conversa entre um gay e uma lésbica costumam surgir várias dúvidas. Primeiro, porque eles fazem parte de universos distintos. Segundo, porque têm comportamentos próprios da comunidade a que pertencem. Assim, aí estão cinco perguntas que um gay faria a uma lésbica e vice-versa. São perguntas, aliás, que freqüentemente se repetem em rodas de amigos e que, por incrível que pareça, não são assim tão fáceis de serem respondidas. Acompanhe o troca-troca.
As perguntas sobre as meninas foram respondidas pela blogueira Adriana Quedas
Diz a piada que as lésbicas, logo no segundo encontro, já decidem morar juntas. Lésbicas se "casam" mais que os gays?
Definitivamente sim. As lésbicas casam mais que os gays, mesmo que o casamento dure uma semana. A grande maioria das mulheres tem que ficar segurando a onda para depois de alguns encontros já não começar a pensar nos móveis da casa, na lua-de-mel, na viagem que farão juntas nas bodas de prata, se as duas vão ter um gato, um cachorro ou uma tartaruga. Ou um filho. Porque somos assim? Ainda não descobri...
Quais os principais "tipos" de lésbicas? Entre vocês, há divisão por rótulos, assim como há entre nós gays?
A classificação mais conhecida de lésbica é a que divide as "caminhoneiras", que seriam as lésbicas que se vestem e têm posturas mais masculinas, e as "sapatilhas" (ou ladies), aquelas extremamente femininas. Mas existem várias outras classificações: as "girinos" (as sapinhas novas, normalmente adolescentes, que estão se descobrindo), as "lesbian chics" (Tina e Bette, do seriado The L Word, são as típicas), as "cults" (professoras universitárias e afins, que fazem saraus e assistem a mostras de filmes de temática gay da Chechênia...) etc. Mas não esqueçamos a enorme leva das "sem-estereótipo" (nas quais me incluo), que não se enquadram em nenhum grupo, transitam tranqüilamente entre todos e estão muito felizes assim.
Como funcionam os papéis sexuais entre duas lésbicas? Como se define quem é o "ativo" e o "passivo"?
Bem, com relação aos termos ativa e passiva, ativa seria aquela que toma a iniciativa e faz as carícias, ou, mais explicitamente, a que "come" (odeio este termo, mas ele não deixa de ser didático). Passiva seria a que recebe as carícias. Mas dentro desta classificação existem infinitas variações. Existem sim aquelas mulheres que são 100% ativas e não aceitam ser tocadas e que obtém prazer dando prazer à outra pessoa, assim como existem aquelas exclusivamente passivas, que não gostam de tocar intimamente a parceira. Mas, no meio-termo, existem as "relativas" (ou flexíveis), que gostam tanto de tocar quanto de ser tocadas. Estes papéis podem variar de intensidade de relação pra relação ou mesmo dentro de um relacionamento específico. E lembro que nem sempre as garotas mais masculinas (ou bofinhos), são ativas, e vice-versa. Já conheci feminíssimas que são ativas e bofinhos que são passivas. Estereótipo é uma coisa, papel sexual é outra.
O que há de mais excitante para uma lésbica? E o que é mais irritante?
O que há de mais excitante e de irritante? Sexualmente falando? Para responder fui realizar uma pesquisa entre algumas garotas, já que se não fizesse isso seria uma reposta pessoal, e detectei que o que mais excita as meninas (e nisso me incluo) é uma boa declaração de amor explícita ou um "vem cá, nega" da pessoa que você ama. Tirando que ver sua parceira sentir prazer é simplesmente demais. Mas existem coisas mais prosaicas, mas irresistíveis: lingeries, decotes, dançar, um jantar íntimo, mandar um torpedo ou um e-mail safado no meio de uma tarde de terça-feira. Mulheres adoram detalhes e mimos. O que mais irrita as lés sexualmente: filme pornô heterossexual (sim, muitas odeiam), sexo sem algum envolvimento ou cumplicidade, em algum momento da noite sua parceira comentar a ex dela (extrema insensibilidade). Aliás, a ex, em qualquer momento. Não vou resistir a citar outras coisas que irritam as garotas (segundo diversas fontes): cantadas de homens, frases do tipo "você não gosta de homem porque nunca foi bem comida por um macho" (sem comentários), sua namorada ter várias amigas lésbicas, sua namorada ser bissexual, cantarem ou assediarem sua namorada, não poder agarrar sua namorada em qualquer lugar com medo de ser espancada por skinheads.
As lésbicas são as verdadeiras amigas dos gays?
Correndo o perigo de generalizar, acredito que sim. Pessoalmente, amo meus amigos gays, são fofos, sensíveis, divertidíssimos, inteligentes, adoram dançar e sempre me dão colo quando preciso. E tudo isso sem correr o risco de me apaixonar por eles! Não é tudo?
(fonte: MixBrasil)
As perguntas referentes aos meninos, foram respondidas pelo repórter Paco Llistó
Os gays têm fama de serem promíscuos. Sei que não dá para generalizar, mas em termos gerais, você acha que é verdade?
Eu acho que essa idéia, muitas vezes equivocada, tem a ver com a natureza da figura masculina. O homem sempre representou, nas sociedades mais tradicionais, principalmente as latinas, o "macho" viril que tem poder sobre a mulher. A própria cultura dos "dark rooms" ajudou a disseminar essa idéia de que gays são mais promíscuos que as lésbicas. Outra coisa: acho que muitos gays não se "casam" e, portanto, são mais "promíscuos", porque vêem a inoperância de um Estado que não legitima suas relações. Explico: é mais fácil para um gay pular de galho em galho do que compartilhar uma vida com outra pessoa sem qualquer garantia ou benefício da lei. Aliás, esse deve ser o próximo passo da nossa luta.
Com toda sinceridade: o tamanho de pênis importa?
Já imaginava a pergunta. Bom, acho que tudo depende do gosto pessoal. E vou além: desde criança, nossa cultura ensina algumas idéias sobre a masculinidade e sobre a estética do corpo, que não são, necessariamente, verdadeiras ou imprescindíveis à vida sexual. No fundo, no fundo, cada um sabe o que lhe convém, não é verdade?
Você acha que gays sofrem mais discriminação que lésbicas?
Acho que todos somos vítimas da discriminação em maior ou menor grau. Mas talvez nós gays sejamos um pouco mais porque, normalmente, somos mais "visíveis". Pessoalmente, percebo que duas lésbicas se beijando agradam mais aos olhos de um hétero do que dois homens. Mas isso também é culpa da sociedade machista, que adora classificar e separar o que é "permitido" ou "proibido", o que é "certo" ou "errado".
Existe preconceito com os gays mais femininos, as travestis e as trans?
Claro que sim! O preconceito existe dentro do próprio meio, o que é ainda pior e inaceitável. Percebo um verdadeiro "apartheid" dentro da própria comunidade gay que, assim como a maioria heterossexual, classifica e separa quem não se encaixa em padrões questionáveis de comportamento.
Você já sofreu algum tipo de preconceito ou discriminação explícitos?
Sim, e aproveito para avisar que no estado de São Paulo existe uma lei, a 10.984, que fixa penas para aqueles que praticarem atos discriminatórios em razão de orientação sexual. Quando achar que foi discriminado, não tenha medo de ir a uma delegacia registrar um B.O. E vamos pressionar para que a lei da deputada Iara Bernardi, que criminaliza a homofobia, seja votada em breve***. Ninguém agüenta mais tanto preconceito.
(fonte: MixBrasil)
***A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou em agosto de 2005 o Projeto de Lei 5003/2001, de autoria da Deputada Federal Iara Bernardi (PT/SP). O Projeto de Lei propõe a punição por discriminação ou preconceito de gênero e orientação sexual, além da criminalização deste tipo de atitude no Código Penal.
"A Câmara aprovou no dia 23.11.2006 o projeto de lei que torna crime a discriminação ou o preconceito de pessoas por sexo, gênero, orientação sexual e identidade de gênero - que abrange as transexuais e travestis. O projeto é considerado prioritário pelos movimentos de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT) e tramitava na Câmara desde 2001. Pelo projeto, quem praticar atos de discriminação poderá ser punido com até cinco anos de prisão. Pelo projeto, quem "impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público" em virtude dessas características, poderá ser punido com dois a cinco anos de prisão. O projeto modifica leis que já proibiam a discriminação por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, incluindo a discriminação por orientação sexual, gênero, sexo e identidade de gênero como crime e determinando as mesmas penas. Além da lei contra o racismo (lei 7.716), o projeto também modifica o Código Penal e a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). "O Brasil deu um grande passo. Outros países já adotam legislação parecida", comemorou a deputada Iara Bernardi (PT-SP) autora do projeto. "Com o projeto, eles (GLBT) têm um aparato legal para se defender", completou a deputada. O projeto ainda precisa ser votado pelo Senado para depois ir à sanção do presidente da República antes de se tornar lei. Pelo projeto, é crime impedir, recusar ou proibir o ingresso ou permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, que seja aberto ao público, de pessoas por sua orientação sexual. Também passa a ser crime a discriminação na hospedagem em hotéis, pensões ou motéis; no sistema de seleção educacional; no recrutamento ou promoção funcional ou profissional e no aluguel e compra de imóveis. As penas, para quem cometer o crime, vão de um a cinco anos de prisão. O projeto foi aprovado em votação simbólica, quando não há registro dos votos dos deputados no painel eletrônico, e causou protesto do deputado Pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE). Representante da Assembléia de Deus, o deputado não percebeu quando o projeto foi votado. "O Inocêncio (deputado Inocêncio Oliveira, vice-presidente da Câmara, que presidia a sessão) anunciou a votação em sussurro e quando fomos despertar já era tarde", afirmou. "O projeto torna crime não a ação que choca a sociedade, mas sim a ação de quem se sente chocado. As pessoas podem optar pelo que quiserem sem sofrer sanções, mas quem é contra não pode contestar ou protestar", criticou o deputado."
(fonte: Agência Estado)
Dramaturga, estilista de moda, poetisa e grande sedutora
"Dois fatos capitais marcaram o início da vida de Mercedes de Acosta (1893-1968), norte-americana de origem hispânica: o suicídio do pai, que se atirou do Yosemite Canyon e o travestismo que lhe foi imposto pela mãe. Decepcionada por ter mais uma filha, passou a tratar a criança como se fosse um varão. Até os oito anos de idade Mercedes pensava que era homem. Sua mãe a vestia com roupas de menino e a chamava de Rafael. Quando um amiguinho mostrou a ela o seu pingolim, ela voltou para casa chorando, desolada por ter descoberto que era mulher. Mais tarde, atribuiu a este “incidente” suas tendências homossexuais. Idolatrava a sua irmã mais velha, Rita, uma patrona das artes, através de quem ficou conhecendo os mais badalados artistas da época. Essa convivência precoce com todo o tipo de celebridade, provavelmente determinou seu gosto pela arte e pelas estrelas...Começou a escrever para o teatro e para o cinema, quase como desculpa para ficar perto das divas que tanto amava. Apesar de ter se casado com o socialite Abram Poole, em 1920, o acordo matrimonial permitia aos dois uma ampla liberdade de movimento. Mercedes, famosa por sua estampa andrógina - cabelos curtos com brilhantina e roupas masculinas - vivia cheia de namoradas. Preferindo as estrelas às anônimas, Mercedes começou sua carreira lésbica com ninguém menos que Isadora Duncan (foto), em 1917. Isadora era dezesseis anos mais velha que ela e, mesmo depois que a relação terminou, permaneceram amigas. De Acosta socorreu Isadora nos momentos de aperto financeiro e a ajudou a escrever sua famosa autobiografia. Contratada, em 1929, pela RKO como roteirista, mudou-se para Califórnia, onde namorou outras atrizes, mas foi uma outra divindade das telas que arrebatou seu coração para sempre: Greta Garbo (foto). Começava um atribulado caso de amor, que durou 28 anos. Mercedes e Greta se conheceram através de amigos comuns em Hollywood e simpatizaram uma com a outra. Logo no primeiro encontro Greta colheu uma flor no jardim, ofereceu-a à Mercedes e declarou: "agora você não pode dizer que eu nunca lhe dei uma flor". Durante uma de suas fugas para longe do agito de Hollywood, Garbo convidou Mercedes para passar três semanas com ela numa ilha deserta no Silver Lake, Sierra Nevada, e parece que foi aí que o romance começou. Sobre estas semanas idílicas Mercedes escreveu: "Ninguém pode conhecer a verdadeira Greta a menos que a tenha visto como eu a vi em Silver Lake; eu nunca ri tanto em minha vida, e foi Garbo quem me fez rir". Mas a lua-de-mel não durou para sempre. Garbo prezava demais sua privacidade, o seu isolamento e logo percebeu que Mercedes era do tipo obcecada e insistente. A partir daí o relacionamento delas sofreu altos e baixos: era turbulento quando Garbo queria ficar só e Mercedes insistia em vê-la; e agradável, quando a atriz sentia saudades e De Acosta atendia aos seus chamados como um cãozinho treinado. Entre as idas e vindas com Garbo, Mercedes de Acosta conheceu Marlene Dietrich (foto), com quem intercalou seu tempo e disponibilidade. Depois que Mercedes se convenceu que seu caso com Garbo não tinha futuro, foi se consolar nos braços de Marlene Dietrich. Mas mesmo um affair com outra deusa do cinema não foi suficiente para Mercedes esquecer Garbo. Para piorar, quando começaram a sair as suas primeiras biografias não autorizadas, a atriz sueca ficou furiosa com algumas indiscrições relatadas por Mercedes e rompeu de vez a amizade. Elas nunca voltaram às boas. Dramaturga, estilista de moda e poetisa, Mercedes sempre vestia-se de branco ou preto, nunca foi vista usando roupas coloridas. Uma mestra na arte de seduzir, tinha certeza de que era “capaz de tirar a mulher de qualquer marido”. Os sapatos eram de bico finíssimo, décadas antes de virarem moda e era vegetariana antes desta tendência se estabelecer como alternativa alimentar. Embora pacifista, juntou-se à causa da república espanhola, angariando donativos entre seus amigos hollywoodianos. Em 1938, num momento em que as mulheres tinham autonomia restrita, Mercedes de Acosta rodava sozinha pelo mundo e, em busca da paz espiritual. Católica quase fanática, tornou-se adepta das religiões orientais até o fim da vida. A segunda Guerra Mundial e a política homofóbica de McCarthy quebraram o encanto do círculo feminino cinematográfico. Algumas atrizes lésbicas fizeram casamentos heteros para salvar as aparências e suas carreiras, outras - como Garbo - simplesmente saíram de cena. Mercedes mudou-se para Paris, onde viveu durante a década de 50. No início dos anos 60, publicou sua biografia “Here Lies the Heart”, considerada obra referencial da literatura GLBT. O fato é que Mercedes foi a primeira celebridade a revelar numa autobiografia as suas ligações homossexuais. Mercedes morreu em 1968 e, segundo Cecil Beaton, "ela ficou doente, pobre, mas ela nunca ficou velha. Ela era a mais rebelde e descarada das lésbicas".
Isadora Duncan, Greta Garbo e Marlene Dietrich
(texto escrito por Cilmara Bedaque e Vange Leonel do site MixBrasil)
Relacionamento a distância tem futuro? Garanto que tem. O que é a distância para quem ama de verdade?
"Longe dos olhos, mas perto do coração. Este é o lema de muitas meninas que apostam no relacionamento a distância. Os quilômetros não parecem assustar. Para encontrarem a amada, precisam marcar a data na agenda e contar as horas, ou melhor, dias e até meses para o encontro. Difícil? Elas admitem que sim, mas nada insuportável. Afinal, uma pitadinha de saudade é um tempero a mais no romance. Na era da internet, então! Muitos relacionamentos começam via web. É um tal de encontrar a alma gêmea no Japão, a metade da laranja em Bangladesh. E haja dinheiro e força de vontade para levar o romance adiante. Mas, nada disso importa quando existe um forte sentimento por trás de toda essa entrega. Existe uma grande aliada para esse tipo de relacionamento: a tecnologia. Celular, correio eletrônico, mensagens instantâneas, vale tudo para não perder a intimidade com a distância e ter os mesmos cuidados do que aquelas que se vêem sempre. É estar comprometida todo dia, deixar que a pessoa faça parte da sua rotina. A tecnologia facilitou muito a vida das pessoas. Fortes relacionamentos começaram pela internet."
Dicas para sobreviver longe da amada:
- Deixe o ciúme de lado. Substitua-o pela confiança.
- Não deixe que a distância diminua a intimidade entre vocês. Use a tecnologia para manter a chama viva.
- Optar por um relacionamento deste tipo é questão de escolha. E, em toda escolha, existem pontos positivos e negativos. Tenha consciência disso.
- Em relacionamentos iniciados pela internet, antes de largar tudo para viver a paixão, leve em consideração os aspectos culturais e morais da parceira.
- Este tipo de relacionamento só dá certo quando há a previsão de que o problema da distância será resolvido. Senão, vira amor platônico, inalcançável. É preciso que as duas pessoas coloquem os pés na relação. Se o movimento for feito somente por um lado apenas, pode haver frustração.
- Amor combina com coragem e não com medo.
(texto adaptado de Lívia Diniz)