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Autor: Humberto Rodrigues
Editora: Mythos
"Sempre são bem-vindos os lançamentos que tratam da história da homossexualidade de maneira séria. Com responsabilidade e sensibilidade, o jornalista Humberto Rodrigues registra a homossexualidade como um fenômeno biológico (sim, porque até os animais a praticam) e social, exercida desde os hominídeos até o homo sapiens do século XXI por cidadãos da plebe, da alta classe, do clero (inclusive papas), etc...O trabalho do jornalista não traz nenhuma novidade, apesar da parca mas boa bibliografia existente. Seu mérito, no entanto, é compilar breves dados históricos em uma linguagem acessível à grande maioria e apresentar sua espontânea opinião sobre os fenômenos que cercam à homossexualidade, como o preconceito, a perseguição, a intolerância, etc...Com emoção, comoção e exacerbação, o livro defende os excluídos e mostra a luta dos homossexuais contra dogmas e preconceitos, demonstrando que o homem, quando consegue se desenvolver livremente torna-se afável e tem doçura no caráter e seu potencial é ilimitado; quando oprimido, é perverso, e pior ainda quando discriminado. O sexo fascina o ser humano e é cercado de tantos mistérios que, através dos tempos, as pessoas criaram mitos e crenças errôneas sobre o assunto, oprimindo e discriminando os homossexuais, fazendo elogio à ignorância. O livro ainda oferece dados biográficos - com ilustrações - dos homossexuais mais famosos de toda a história, tais como Leonardo da Vinci, Shakespeare, Tchaikovsky e outros, para comprovar que, independentemente de sua orientação sexual, o ser humano pode ser um rei, um astro, um artista, um gênio e até o mais comum dos mortais, e jamais poderemos discriminá-lo, pois nunca saberemos os desígnios de cada destino. O livro tem falhas, claro, e algumas bem relevantes, diga-se de passagem, mas seus méritos são maiores e esse trabalho deve ser conhecido por todos, principalmente por aqueles que acreditam que existe “opção” sexual, anormalidade e pecado, quando o assunto é homossexualidade. Serve, porém, como obra de referência – básica, digamos – para quem quer se iniciar."