Lara & Mara*

Para mulheres que amam mulheres com leveza e beleza

Lara & Mara*

Para mulheres que amam mulheres com leveza e beleza
<  Fevereiro 2007  >
S T Q Q S S D
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28        
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Fevereiro 2007

28.02.07

Organizações GLBTT no Rio de Janeiro

categorias: Organizações

 Movimento D'ELLAS

Mulheres homoafetivas no combate a toda e qualquer forma de discriminação e violência

Coordenadora: Yone Lindgren
Telefone: (21) 3813-1960

Movimento' ELLAS, quem vier... no Orkut

Missão
Fundado em 23 de Março de 1993 o Movimento D’ELLAS é uma organização não governamental sem fins lucrativos que tem como missão o combate a toda e qualquer forma de discriminação e violência, atuando na defesa e promoção dos direitos da mulher, em especial mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais e na visibilidade da livre orientação sexual.

Meta
Informar, articular e fortalecer as mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais em Saúde integral, Trabalho e Renda, Direitos Humanos, Cultura de Paz e Ecológica, Políticas Públicas especificas, Arte Educação (esporte, lazer, comunicação). Atuando na construção, promoção e desenvolvimento da qualidade de vida, de suas potencialidades e auto estima para uma vida mais justa e cidadã em pleno exercício de seus deveres e direitos.

 CERCONVIDH 

Centro de Referência Contra a Violência e Discriminação Homossexual

Coordenadora: Yone Lindgren
Endereço: Praça Cristiano Otoni, s/nº Edifício D. Pedro II - Ala Par - Sala 306 Central do Brasil, Rio de Janeiro, RJ
Telefone: (21) 3399-1303 ou 3399-1304
Email:
cerconvidh@sejdic.rj.gov.br

migos do CERCONVIDH/DDH-RJ  no Orkut

Missão
Os serviços que compõem o CERCONVIDH-DDH-RJ, visam atendimento a gays, lésbicas, travestis, transgêneros, bissexuais e simpatizantes (GLTTBS), com o intuito de denunciar, informar, acompanhar, esclarecer e capacitar no que relaciona com direitos e limites. Focando com este trabalho todas as populações excluídas de nossa sociedade; possibilitando assim a construção social de nossa igualdade, esvaziando a estigmatização e discriminação, relacionadas às homossexualidades; buscando além de reflexão, respostas comunitárias e governamentais a estas questões, tangenciando em perspectivas e ações o que era discurso.

Meta
As vozes do Movimento Homossexual e do Poder Público (em parcerias nem sempre comuns ou fáceis), são a força motriz de nosso CERCONVIDH-DDH-RJ, que interage e intervém nos processos discriminatórios e violentos; o que significa sermos protagonistas de nossos processos evolutivos, proporcionando igualdade, acesso às informações relevantes ao exercício pleno da cidadania e visibilidade maciça.

 CRDH GLBTT-A  

Centro de Referência em Direitos Humanos GLBTT-A
(Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Aliados)

Executado: pelo Movimento D'ELLAS de Yone Lindgren
Coordenador Executivo: Rodrigo Canuto
Telefone: (21) 3399-1303 ou 3077-9119
E-mail: crdh_rj@yahoo.com.br (este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo)

Missão
Em funcionamento desde 15 de dezembro de 2006 o Centro de Referência em Direitos Humanos GLBTT-A (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Aliados) do Rio de Janeiro e executado pelo Movimento D'ELLAS, instituição coordenada por Yone Lindgren, o objetivo desse Centro é servir como uma ferramenta na promoção do fim das desigualdades sociais. O CRDH possui no seu quadro o psicólogo Alberto Carneiro, a advogada Fernanda Mattos e a assistente social Renata Guimarães, além de ouvidores treinados para o atendimento. Tendo como responsável pela coordenação executiva o jornalista Rodrigo Canuto. Esse grupo está fazendo história ao construir o centro de forma unida, independente de hierarquias ou funções. Ou seja, todas as decisões e atitudes são discutidas em equipe de forma a otimizar o acolhimento dos assistidos e o encaminhamento de denúncias.

Meta
Esse grupo está pronto para fornecer orientação geral sobre direitos e deveres do cidadão e sobre a legislação que assegura esses direitos a população de orientação GLBTT, bem como os direitos fundamentais da pessoa humana aos demais segmentos vulneráveis da sociedade, encaminhando para os serviços especializados de atendimento cada caso específico. A população GLBTT recebe um atendimento especializado, de modo a desenvolver ações de promoção da cidadania, combate ao preconceito e a violência homofóbica. Além da equipe multidisciplinar, o CRDH GLBTT-A possui uma série de parceiros que trabalham a seu lado. Órgãos do governo federal como a Secretaria Especial de Direitos Humanos, os Ministérios da Cultura, da Educação e o Conselho Nacional de Combate à Discriminação; órgãos estaduais como a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Ministério Público; além de representantes da sociedade civil como a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), o Movimento D'ELLAS a ABL (Articulação Brasileira de Lésbicas ) e o Instituto Brasileiro de Apoio às Associações Civis (IBASC); todos parceiros do CRDH GLBTT-A no ideal de exercício da cidadania plena. Atualmente o centro está funcionando como suporte para o Centro de Referência Contra a Violência e Discriminação ao Homossexual (CERCONVIDH), onde funciona o serviço do Disque Defesa Homossexual.

  • criado por  Mara* criado por Mara*
  • Postado em 04:17:45

27.02.07

A namorada da minha melhor amiga

categorias: Definindo II

O que fazer quando se está apaixonada pela namorada da melhor amiga e ainda é correspondida por ela?

"Eu tinha uma amiga de anos, fomos criadas juntas, e nos descobrimos lésbicas na mesma época. Nunca tivemos nada porque acima de tudo éramos amigas. Até que ela começou a namorar. Eu também tinha meus “esqueminhas” e acabávamos saindo todas juntas. Passados alguns meses, comecei a perceber que a amizade que estava surgindo entre eu e a namorada da minha melhor amiga era algo maior. Era paixão. No primeiro momento eu quis que o mundo se abrisse sob mim. Não queria admitir que estava gostando de uma pessoa que era namorada não de qualquer amiga minha, mas sim da minha melhor amiga. A coisa começou a ficar mais complicada quando comecei a receber, no meu celular, mensagens apaixonadas dela. Num primeiro momento eu nem lia, as deletava direto. Depois comecei a ler e comecei a gostar. O namoro delas não andava muito bem das pernas, e por isso ela estava partindo para cima de mim. Antes que pudesse ser prejudicada pela situação que estava se criando, conversei com ela. E chegamos a uma conclusão: se o namoro das duas não estava legal, o certo era tentar mudar para melhor, e caso o resultado não fosse satisfatório, o término seria a única opção. Ela ainda insistiu que queria terminar para ficar comigo, e eu exitei. Aí você me pergunta por quê? Eu respondo: namoradas vêm e vão, amizades não. Elas terminaram e continuamos as três amigas até hoje. Agir com bom senso é o mínimo que se deve fazer se você está encarando uma situação parecida com essa. Ficar com a namorada da sua amiga, sem ela saber, estará lhe machucando, mesmo que não seja naquele momento da ficada. Há um ditado bem legal para esses momentos: "não faça para os outros, o que não queres que façam para você."

(por Danielle Brandão)

  • criado por  Mara* criado por Mara*
  • Postado em 05:20:11

26.02.07

Antes que me ame...

categorias: Poetando

”Antes que me derreta em teus braços e de carícias me cubras o corpo inteiro, me deixa contar aos teus ouvidos do calor que me vem quando te vejo. Antes que meus seios se percam em tua boca e em tuas mãos minhas ancas se contorçam, me deixa, de manhã, mordiscar-te o pescoço e com a língua, desenhar todo teu rosto. E antes, meu bem, que em teu colo esfregue todo o viço da minha pele, deixa que em ti eu pouse um riso indecente e que gemendo te suplique: ai, me engole...E, meu amor, muito antes até que eu fale, me cala a boca com lábios rudes de desejo e me aperta, me come, me sufoca, e diz...ai, diz que quer que eu goze...”

(por Mariza Lourenço – escritora, advogada criminalista e consultora conselheira do
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher da cidade de Valinhos, São Paulo)

  • criado por  Mara* criado por Mara*
  • Postado em 06:53:44

25.02.07

Preciso te ver

categorias: Livro e Abajur

Autora: Stella C. Ferraz
Editora: Brasiliense

"Um romance de amor, conflito e sedução, tendo por cenário o arrojo moderno da Av. Paulista, a tradição do Pacaembu, o charme da Vila Madalena e o pitoresco bairro do Bexiga. Um romance sutil e agradável, bom de ler entre as ruas que reconhecemos. Délia, publicitária iniciante só queria se firmar na carreira e segura de si, encontrar um amor que a arrebatasse e a envolvesse. Tem sua vida mudada de uma vez, descobre perplexa - ela que sempre escolheu os homens que quis - que está loucamente apaixonada por uma mulher. Entre tantas, se apaixona justo por Eva, a bela, fria e exigente executiva da Agência Hensel de Publicidade, cuja vida elegante e sofisticada esconde um segredo e uma cicatriz profunda. Eva é mais velha e decidida a nunca mais ser enganada por uma mulher, sempre trata suas garotas como descartáveis. Délia é uma personagem madura e cativante. Alguns clichés e vícios de escrita deixam a leitura um pouco confusa e dando voltas, mas são fatos perdoáveis nesse primeiro livro da autora."




  • criado por  Mara* criado por Mara*
  • Postado em 07:07:47

24.02.07

Amigas de Colégio

categorias: Filme e pipoca

Título original: “Fucking Åmål”
Gênero: drama
Origem: Suécia
Ano de lançamento: 1998
Direção: Lukas Moodysson
Com: Alexandra Dahlström, Rebecka Liljeberg, Erica Carlson, Mathias Rust, Stefan Hörberg, Ralph Carlsson, Maria Hedborg e Axel Widegren
Premiação: Vencedor do Prêmio de Melhor Filme Gay/Lésbico no Festival de Berlim 1999

A adolescência é o período mais conturbado na vida de qualquer pessoa" é uma máxima que estamos cansadas de saber, mas nunca paramos para analisar suas mudanças, ocorridas em pequenos atos. "Amigas de Colégio", de Lukas Moodysson, fala do gosto por mulheres em duas garotas que não têm mais de dezesseis anos. A primeira, Agnes (Liljeberg), veio de outra cidade, não consegue fazer amigos no colégio, é a rejeitada e a que já tem o gosto pelo sexo semelhante, nutrindo amores por Elin (Dahlström), a menina mais popular do colégio, porém o único a saber desta paixão é seu computador, onde ela faz todas as suas anotações. Elin, por sua vez, cansada de ser objeto nas mãos dos garotos e fugindo do lema "falem mal, mas falem de mim", muda quando vai à fracassada festa de aniversário de Agnes. Dá um beijo nela, despertando um turbilhão de desejos escondidos, surgindo daí um sentimento recíproco. Dificilmente encontramos uma causa para a mudança das duas. Enquanto a impopular tem uma família perfeita, a outra mora com a mãe solteira, tendo o pai ausente. Há um desejo de se libertar, envolto da frustração por morarem numa cidade interiorana (Åmål), na qual os modismos chegam quando já deixaram de ser lugares mais badalados. O amor lésbico é tratado suavemente por Moodysson. Não há pressa, já que elas têm uma vida toda pela frente. Mas viver um amor entre iguais não é algo muito fácil: preconceito, auto-aceitação, dúvidas. Contudo, a pressão da escola, amigas e meninos fazem com que elas tenham de tomar uma decisão definitiva. É matar ou morrer. Elin começa totalmente confusa, tomando um rumo que acerta as coisas parcialmente, no final. A última cena, dela bebendo chocolate, reclamando da quantidade de pó que adiciona junto ao leite, mostra que ainda terá muitos dilemas pela frente, comum para qualquer adolescente. Contudo, as meninas se mostram adultas o suficiente para tomarem suas decisões, tentando não se preocupar com os outros. Agnes, por sua vez, aparece, apenas, nas fatídicas cenas, ficando o resto do filme presa em seu quarto, o que restringe um bocado o aprofundamento de seu personagem. O filme se inicia no estilo clássico de longas acadêmicos americanos, se dividindo em grupos conhecidos de jovens, mas, posteriormente, adquire sua particularidade, que mostra um mundo mais aberto, sem muitas influências externas. Um dos momentos finais, envolvendo um banheiro e muita gente no corredor, se revela uma boa surpresa, entregando uma sensação totalmente nova para aquele que esperava menos da película. "Amigas do Colégio" é simples, sem ser fácil. Vai direto ao ponto, sem julgar ou opinar. Elin e Agnes são confusas, como muitos jovens. Contudo, elas fizeram uma escolha importante em suas vidas. As angústias adolescentes com relação à sexualidade são tratadas com muita sensibilidade nessa fita. A coragem de colocar os sentimentos para fora é a maior virtude desta obra.

  • criado por  Mara* criado por Mara*
  • Postado em 05:04:42