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“É uma moça de predicados próprios a captar a confiança e afeição de minha alma. É dócil, afável, inteligente. E não são estes, contudo, os seus dotes por excelência eficazes. O que a torna superior e lhe dá a probabilidade do triunfo, é a arte de acomodar-se em meus sonhos acordada. Imagino que ela pode falar de livros ou de alfinetes, de festas ou de arranjos de casa, com igual interesse e gosto; frívola com os frívolos, grave com os que o são, atenciosa e ouvida, sem entono nem vulgaridade. Existe nela a compostura de uma mulher feita e a jovialidade de uma menina, um acordo de virtudes conservadoras e maneiras elegantes. Assim, ela consegue polir o que me é áspero, atrair o que me é inconstante e domar o que me é hostil. A moça me arranca palavras do coração como um suspiro.”
(por Sara Sarita, filha do norte, brava, forte, morenice com gosto de açaí.
Obrigada por emprestar-me suas palavras e inspiração)