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Estou aqui para apresentar para vocês um cara chamado carinhosamente por todos que lhe são mais íntimos de Ali. Ele tem 39 anos de idade, é filósofo, um estudioso da raça humana, professor de uma faculdade em São Paulo e, também, escritor. Ali é um cara tranqüilo, sereno, que ama a vida, ama seus amigos. Ali é uma pessoa muito pacífica, ao ponto de ser incapaz de fazer mal à uma mosca. No entanto, Ali tem uma particularidade, que o torna quase singular em comparação à maioria da população: ele é gay. Mas isso não faz dele menos Ali! Ele continua sendo o mesmo cara gente fina de sempre! A única diferença é que ele prefere, entre quatro paredes, estar com meninos ao invés de meninas. Algum mal nisso? Creio que não, já que cada um faz com sua vida particular o que bem entender desde que não prejudique a outrem. Isso é o que podemos chamar de respeito pela diversidade. Todavia, em pleno século XXI, ainda tem gente que acha que os gays não são dignos de respeito...Madrugada de sábado, 11 de fevereiro de 2007, Ali estava voltando da rua para sua casa com alguns amigos, passando pela Rua da Consolação, nos Jardins - inquestionavelmente, o reduto gay da cidade de São Paulo - à 100m da Av. Paulista, quase na esquina da Alameda Santos, quando foi cruelmente atacado por um bando de mais ou menos dez caras, armados de cacos de garrafas em suas mãos. Os covardes em questão trajavam preto, como cavaleiros da morte, e traziam consigo todo o ódio do mundo. Por quê? Talvez porque não tenham a coragem que Ali tem de encarar a vida, talvez porque não tenham a inteligência e sensibilidade de Ali, ou talvez ainda, porque para eles deva ser divertido espancar um ser vivo até quase matá-lo. Apenas diversão para terminar bem a noite. Pobres desalmados! Pobre Ali...Vendo seu amigo sendo atacado, mais que rapidamente, seus companheiros se dirigiram a poucos passos de onde a agressão acontecia, onde havia uma guarita da Polícia Militar. No entanto, qual foi a surpresa dos amigos de Ali ao descobrir que, sendo a polícia solicitada para ajudar, estes se omitiram perante à situação apresentada com a justificativa de que "aquela região não era sua jurisdição"! Que eficiência! Que humanidade!! Que presteza!!! Então, para a Polícia Militar ajudar ao cidadão em perigo, é necessário checar se este está na jurisdição na qual os mesmos policiais se encontram? O que faziam estes policiais ali, então, fora de sua jurisdição? Estavam "matando" trabalho? Ora, se cada policial tem sua jurisdição, onde estariam os policiais da jurisdição correspondente ao lugar onde o crime acontecia?? Não poderiam estes policiais que estão fora de sua jurisdição, comunicar-se via rádio com outros policiais que pudessem prestar socorro ao rapaz sendo covardemente espancado na calçada na frente de seus narizes? Se o dever dessas autoridades é defender o cidadão indefeso, como descrever o paradoxo desta situação? Faltam-me palavras...Os amigos de Ali voltaram em seu socorro e o encontraram jogado, inconsciente, na calçada, com seu maxilar e seus dentes quebrados, com o corpo completamente ferido. Imediatamente, o levaram para o Hospital das Clínicas. Não consigo decidir-me nessa triste saga qual foi a pior das partes: os rapazes covardes, e certamente desprovidos de coração, que espancaram Ali até quase matá-lo, ou os PMs omissos, que apenas assistiram a um homem sendo espancado, covardemente. Se vivemos num mundo onde a máxima da boa convivência é "Faça para os outros o que você gostaria que fizessem para você", as atitudes descritas acima me deixam num estado de confusão mental tão grande que mal consigo expor minha indignação nessas linhas. Felizmente, não estou me omitindo também diante de tamanha barbárie. Espero que alguma atitude seja tomada daqui para frente. Afinal, naquela madrugada sangrenta, Ali foi espancado por ser gay. Mas diante de um mundo tão violento, qualquer um poderia sofrer uma agressão como essa. Chega de gente que ainda acha que botar fogo em índio e espancar gays é diversão! Estou fazendo o que posso...Você, que está lendo esse relato, por favor, faça também o que estiver ao seu alcance. Muito obrigado!
(por Fabricio Mardegan, criador do blog Whodouthinkur)
Verônika: morre, assassinado, um mito

Ailton Leite, conhecido em todo o Brasil como a drag queen Verônika, foi assassinado na madrugada da terça-feira (13/02) em Jacareí, no interior paulista. De acordo com informações de amigos do artista, Ailton teria sido morto a pauladas. Verônika foi um dos maiores mitos da primeira geração das drag queens brasileiras e ao lado de Márcia Pantera, lançou o estilo Top drag e o bate-cabelo. Referência de moda e tendências, Verônika ainda é copiada hoje por várias drags que iniciam carreira batendo cabelo, dublando hits de divas da dance music e através da reprodução do estilo de roupas que criou para si.
(por Priscilla Drag para o site Espaço GLS)
Alerta máximo
Gangues voltam a atacar gays no Rio e em São Paulo. O clima de tensão voltou à comunidade GLBTS das duas maiores cidades do país, o Rio de Janeiro e São Paulo. No Rio o grupo batizado de "Farmaganistão" é responsável pelos ataques ocorridos na rua Farme de Amoedo em Ipanema. Em São Paulo, a violência acontece numa área marcada pelas agressões contra gays, o cruzamento da Alameda Itu com a Consolação. Ataques foram registrados também em São Paulo na Praça da República no centro. Os casos fazem parte de um relatório produzido por entidades de defesa dos direitos humanos.
(fonte: Redação do Toda Forma de Amor com informações da Folha Online
e da Associação da Parada Gay de São Paulo)
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***O Brasil é o país do mundo que tem mais casos de violência contra homossexuais. Logo atrás, vêm o México e os Estados Unidos. Por que tanto ódio? Os homofóbicos costumam ser pessoas muito mal resolvidas sexualmente e afetivamente. Espancar, brutalizar, matar gays, achando que isso é muito normal, é apenas uma forma de reafirmarem sua macheza de trogloditas perante o bando que os acompanha. É uma forma monstruosa de se acorrentarem em seus armários.