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”Antes que me derreta em teus braços e de carícias me cubras o corpo inteiro, me deixa contar aos teus ouvidos do calor que me vem quando te vejo. Antes que meus seios se percam em tua boca e em tuas mãos minhas ancas se contorçam, me deixa, de manhã, mordiscar-te o pescoço e com a língua, desenhar todo teu rosto. E antes, meu bem, que em teu colo esfregue todo o viço da minha pele, deixa que em ti eu pouse um riso indecente e que gemendo te suplique: ai, me engole...E, meu amor, muito antes até que eu fale, me cala a boca com lábios rudes de desejo e me aperta, me come, me sufoca, e diz...ai, diz que quer que eu goze...”
(por Mariza Lourenço – escritora, advogada criminalista e consultora conselheira do
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher da cidade de Valinhos, São Paulo)