Lara & Mara*

Para mulheres que amam mulheres com leveza e beleza

Lara & Mara*

Para mulheres que amam mulheres com leveza e beleza
<  Março 2007  >
S T Q Q S S D
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30 31  
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Março 2007, 04

04.03.07

Angústias de um Gay Urbano I

categorias: Livro e Abajur

Sub-título: Um Livro para Todos os Sexos
Autores: Janderson Lemos de Souza e Marcelo Moraes
Editora: OR Editor

"Controverso tema, incrustado no espírito e carne de nossa sociedade, não se vê retratado em números do IBGE, que tem mais facilidade em quantificar os torcedores por clube do que em identificar, por tribos ou afinidades, os gays existentes no país. Lançado na Bienal do Livro em 2005, “Angústias de um Gay Urbano I” é o primeiro livro que a dupla de professores e escritores Janderson Lemos de Souza e Marcelo Moraes lança junto. O livro aborda o quotidiano dos homossexuais masculinos nos grandes centros urbanos - o gay urbano como personagem ambientada na "Cidade do Mundo". Em 19 capítulos, a urbanidade serve de mote para muito humor com os "tipos" de gay, as lésbicas, as situações...Tudo sempre costurado por textos de Caetano Veloso, Chico Buarque, Machado de Assis, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, The Smiths, Boy George...Bem-comportado e elegante, o texto diverte, faz rir, mas, por sua lucidez, surpreende. É um estudo antropológico profundo dessa rejeitada fauna, visto discorrer sobre seu comportamento, atitudes, reações, subjetividades, como resolvem suas vidas, limitações e dores: a sua existência. Etnocêntricos, nós, os "eus" que comem, vestem e trepam igual, se cercam dos mesmos conceitos da vida e recusam o "diferente", aquele que não faz as mesmas coisas, e, "pior", as cumpre de modos que não reconhecemos ou admitimos. E para nossa desolação sobrevive e gosta do que faz, ao contrário de nós, nem sempre apreciadores dos nossos atos. Enfim, ele está no mundo: Ter um médico gay. E ter um cabeleireiro gay? O que dizer então, de ter um chef gay? Intelectuais, muito afetivos, emocionais, traços demasiadamente humanos, mas que no gay ameaçam e dificultam a proximidade e convivência. Esta visão centralizada não é exclusiva do mundo de hoje. É característica da raça. A segregação do diferente, perpetrada nas nossas emoções e pensamentos. Um etnocentrismo às avessas, como o que parte dos machos, gays que se supõem de acordo com os olhos dos outros; cobram de si o que acham que o outro, implacável e internalizado, cobrará; e incorporam uma masculinidade excessiva, caricata, inverossímil, capaz de convencer os incautos de que “eu sô é home, e como sô”. Em oposição a qualquer forma de camuflagem, coloca-se, em ação tão realista quanto afirmativa, a imagem do gay quotidiano, citadino, que ainda tem de se esconder para o que há de mais espontâneo e instintivo: amar, beijar, manifestar afeto a quem deseja."

  • criado por  Mara* criado por Mara*
  • Postado em 06:00:28