Lara & Mara*

Para mulheres que amam mulheres com leveza e beleza

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Terra Blog

Categoria: É bom saber

20.04.07

Exemplo de respeito

categorias: É bom saber

Reverberando e divulgando a diversidade. Um menino adotado, cantando a sua realidade de ter dois pais gays. Vamos divulgar as coisas boas que acontecem no planeta, com as pessoas do bem e refletir sobre o conceito de família no século XXI. O vídeo é maravilhoso, é da Holanda, e é um exemplo de respeito à diversidade.

clique aqui e veja o vídeo

(enviado por Roberto Pereira do Centro de Educação Sexual - CEDUS
Co-Representante ONG-Sudeste/CNAIDS-MS
Av. General Justo, 275 - bloco 1 - 203/ A – Castelo 20021-130 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel: (21) 2544-2866 Telefax: (21) 2517-3293)

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12.04.07

A construção de uma identidade homossexual

categorias: É bom saber

A história da construção de uma identidade homossexual, no Ocidente remonta ao final do século XIX e ganha impulso quase um século depois, notadamente após os incidentes no bar nova-iorquino Stonewall Inn. Abaixo algumas datas marcantes para o movimento no mundo e no Brasil.

Quando tudo era mais difícil
Até a primeira metade do século XX, a homossexualidade foi estigmatizada, estudada, combatida e, em breves períodos, defendida.

1869 - O médico húngaro Karoly Maria Benkert cria o termo homossexual.
1897 - Surge na Alemanha o Comitê Científico Humanitário, primeiro grupo dedicado à defesa dos direitos de homossexuais. Seu fundador é o médico Magnus Hirschfeld, alemão de origem judaica.
1917 - Na Rússia, a revolução Bolchevique extingue antigas leis contra atos homossexuais. A repressão retornaria com a subida de Stálin ao poder.
1930 - Homossexuais são encaminhados ao Laboratório de Antropologia Criminal de São Paulo. São alvos de pesquisas biológicas.
1942 - A partir dessa data e até o fim da Segunda Guerra Mundial, entre 50 mil e 80 mil homossexuais são presos e enviados a campos de concentração na Alemanha. Os nazistas os estigmatizam com um triângulo rosa nos uniformes de trabalho.
1946 - Acabada a segunda Guerra, nasce a Associação dos Homossexuais Holandeses. Conhecida pelo discurso de vanguarda, a associação continua em atividade até os dias de hoje.
1948 - Publicado nos EUA “O Comportamento Sexual do Homem”, de Alfred Kinsey. O pesquisador revela que 37% dos homens americanos tiveram pelo menos uma experiência homossexual.

O começo da virada
A partir da mobilização de ativistas americanos, gays e lésbicas ganham as ruas, defendem direitos e encaram a Aids. Começam a contabilizar vitórias.

1969 - Homens e mulheres homossexuais enfrentam policiais que queriam interditar o bar Stonewall Inn, freqüentado por gays no Village, em Nova York. O confronto prolonga-se por dias. É a decolagem do movimento nos EUA. O dia 28 de junho passa a ser conhecido como Gay Pride Day (Dia do Orgulho Gay) e marca o início do movimento homossexual organizado nos EUA.
1970 - O movimento se radicaliza com a criação da Frente de Libertação Gay, em Londres. Dois anos depois, a primeira marcha do Orgulho Gay.
1972 - Dois mil participantes fazem a primeira Marcha do Orgulho Gay, também em Londres.
1978 - Em abril, nasce no Rio o jornal Lampião, editado por jornalistas, intelectuais e artistas homossexuais. É o início efetivo do movimento no Brasil. O jornal foi o principal veículo de comunicação da comunidade homossexual, e existiu até 1981.
1979 - Surge em São Paulo o ‘Somos’, primeiro grupo organizado de homossexuais do país.
1980 - É fundado o Grupo Gay da Bahia (GGB). O grupo é um dos mais atuantes do país e é reconhecido internacionalmente. É diagnosticado, em São Paulo o primeiro caso de Aids no país.
1989 - A Organização Mundial de Saúde retira a homossexualidade do rol das doenças.
1993 - É fundado o Grupo Arco-Íris no Rio de Janeiro.
1995 - Acontece em junho, no Rio de Janeiro, a 17ª Conferência Mundial da Ilga (International Lesbian and Gay Association). Ao final da conferência, os participantes promovem uma marcha que ficaria conhecida como a Primeira Parada Gay do Brasil, na Avenida Atlântica. Também nesse ano, a deputada federal Marta Suplicy (PT/SP) apresenta o projeto de Parceria Civil Registrada.
1999 - Uma resolução do Conselho Federal de Psicologia Brasileiro afirma que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio, nem perversão. A parada gay deste ano reúne 700 mil pessoas em Nova York, 200 mil em Paris e 20 mil em São Paulo. Em Brasília, o secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, pede que o Código Penal qualifique como crime a discriminação a gays.

As igrejas entraram na mira dos supostos pecadores. Entre católicos e metodistas, denunciou-se nos EUA o afastamento de padres e pastores que ousaram celebrar uniões homossexuais. Em compensação, criou-se a Mesa-Redonda da Liderança Nacional Religiosa, organização que reúne dissidentes de diversos credos para defender os direitos de gays e lésbicas.

Empresas assumem a existência dos "diferentes" no mercado de trabalho americano. Multinacionais de peso, como a General Motors, a IBM e a Johnson & Johnson, desenham "políticas afirmativas" para evitar discriminação e investem em campanhas publicitárias. A cerveja Bud Light, por exemplo, fatura com o slogan "Seja Você Mesmo", acoplado à imagem de dois braços musculosos de mãos dadas.

O poder de fogo da minoria chegou à política: na corrida para a Casa Branca, o candidato republicano George W. Bush e o rival democrata Al Gore se atropelaram em acenos ao eleitorado. Na Inglaterra, onde três homossexuais integram o gabinete do primeiro-ministro Tony Blair, se propagou a bandeira do novo milênio: Qualidade Gay.

No Congresso Nacional Brasileiro, um grupo de alunos parou em frente a um cartaz perto do Salão Nobre. Um deles leu e disse em voz alta: - União Civil entre homossexuais já!? Que porra é essa? E saíram indignados com o que leram. Assim como esse grupo de alunos muitos deputados e senadores não têm consciência da forte discriminação e falta de proteção aos direitos dos homossexuais. Para que essa cena nunca mais se repita, foi lançado, no dia 08/10/2003 a Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual onde parlamentares trabalham com o propósito de executar ações que combatam a homofobia e articular apresentações e aprovações de propostas legislativas de nosso interesse. Nesta data eram 15 parlamentares. No dia 21/03/2007 foi lançada a Frente Parlamentar pela cidadania GLBT, uma versão atualizada da extinta Frente Parlamentar Mista pela Livre Expressão Sexual, que já conta com 200 parlamentares.

Mãe de jovem gay defende direito sexual 

“Não precisa ser gay nem ter medo de ser chamado de gay para participar. Apoiem nossa causa e estarão apoiando um parente ou, quem sabe, um filho, no futuro”. A citação faz parte da carta “O que é o amor?”, lida em fevereiro de 2007 pela dona-de-casa Adalgiza Lopes Assis de Freitas, 50 anos, apoiadora da Associação de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (AAGLBT), emocionando os participantes da reunião ordinária da Câmara Municipal de Limoeiro do Norte, que aprovou o Dia da Consciência Homossexual. Além disso, o prefeito de Limoeiro, João Dilmar, assinou documento em que defende os “direitos sexuais” e condena qualquer forma de discriminação na sociedade. Conquista como essa é rara no Ceará. Mãe de um jovem homossexual de 26 anos, Adalgiza Lopes representa as mães que têm filhos gays ou lésbicas dentro de casa, lida com o conflito no âmbito familiar e da sociedade, e defende o direito de que “o importante é ser feliz, independente do gênero sexual”. “Percebi que o meu filho era diferente, ele não saia com os outros meninos para jogar bola, preferia ficar em casa, ou brincar enfeitando as bonecas das amiguinhas, experimentar minhas roupas. Quando ele era criança, levei para uma psicóloga, para saber se não era algum problema”, conta Adalgiza. "Meu filho namorou garotas lindíssimas, mas via que não sentia atração por elas como por um homem. Hoje, entendo perfeitamente que devemos conviver com as diferenças, e isso não é doença. Tratamos do assunto abertamente em casa. Quero meu filho feliz”.

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28.03.07

Sex shopping

categorias: É bom saber

Incomodada de entrar na sex shop ficava a sua avó. Agora, a mulher entra, escolhe, pede demonstração e, se achar que vale a pena, leva pra casa! Esse tipo de consumo tem aquecido muitas camas e bastante a sexualidade feminina.

"Comprar, taí um dos verbos preferidos do sexo feminino. De preferência sapatos. Nós, mulheres, e a inexplicável atração por calçados. Mas a gente também não resiste a bijuterias, blusinhas cor-de-rosa, brancas, pretas básicas, cremes anti-rugas, anti-celulite, anti-estria, calcinhas que não cabem mais na gaveta e até, confessa!, tupperware. Como se não bastasse tantos objetos de consumo, o mulheril está invadindo um segmento um tanto mais, como dizer, estimulante. Em bom português, o dos maravilhosos, curiosos e agora imprescindíveis produtos eróticos. Isso mesmo, com vergonha de entrar na sex shop ficava a sua avó. Hoje em dia, a gente não só entra (sem apelar pros óculos escuros), como observa tudo tintim por tintim, escolhe, experimenta e ainda volta para ver se chegou novidade. A procura é tanta que surgiram sex shops especializadas no público feminino, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A idéia veio de fora, quando foi aberta em Paris a primeira sex shop só para mulheres. Os brasileiros, especialmente, as brasileiras gostaram e copiaram. Nas sex shops femininas, homem não entra e a gente pode ficar bem à vontade para comprar os produtos de maior interesse. Quais são eles? Segundo uma gerente comercial, cada linha de produtos tem seu best seller. O produto mais conhecido e comentado no momento é o vibrador ‘Rabbit’. Tudo por causa do seriado ‘Sex and the City’, em que uma das personagens se trancou uma semana no quarto na companhia de um desses. Na dúvida entre o rabbit, a borboleta, a conchinha, ou coisinhas mais básicas como óleos e algemas, o ambiente é o ideal para se sentir em casa. A decoração é especial e o atendimento, personalizado. Até o nome das lojas mudou, parece que sex shop é coisa de homem. Nós, mulheres, vamos a lojas de conveniências eróticas, ou butiques eróticas. Muito chique, a decoração da loja é uma novidade à parte, a cliente se sente em uma boutique de shopping, já que os produtos são expostos de uma forma simples, em prateleiras e não fechados em armários como se tivessem algo de proibido. O endereço é discreto, e num prédio acima de qualquer suspeitas. A gente quer ser discreta, sim. Mas já foi o tempo em que as mulheres davam várias voltas no quarteirão até achar coragem para entrar numa loja dessas. A produtora Alice Almeida conta que só tinha vergonha quando era uma adolescente. “Hoje em dia entro numa sex shop como quem entra numa pet shop. Não muda nada. Todo mundo tem liberdade, todo mundo faz sexo, sabe que o outro faz e não há nada de mal em querer dar uma incrementada”, diz Alice, que já visitou várias lojas, mas nunca comprou nada. “Ainda não achei nada que valesse a pena. Um dia, quem sabe?”, diz. Na hora de ir às compras, a maioria das mulheres prefere levar uma amiga a tiracolo, como a designer Patrícia F. “Na primeira vez, é sempre bom ir acompanhada. Afinal, a gente não sabe o que nos espera por trás das vitrines. Chamei uma amiga que já tinha ido outras vezes. Chegando lá, não tive a menor vergonha porque as atendentes são super-sérias e mostram os produtos como se estivessem exaltando as qualidades de um liquidificador, sem piadinhas de mau gosto”, lembra ela, que saiu da loja com um vibrador e um óleo de massagem, sabor menta. Tempos depois, voltou sozinha. “Queria comprar um presente pra minha irmã e estava sem idéias. Aí fui lá ver se achava alguma coisa: acabei levando um vibrador pra ela também. Cor de rosa!”, revela. O único detalhe é que, quando a amiga vira as costas, guardamos nossos segredinhos. “As mulheres vão com as amigas para conhecer e comprar besteirinhas. Depois voltam sozinhas para comprar de verdade”, revela a gerente. Além de prateleiras e prateleiras lotadas de apetrechos para levar pra cama, as novas sex shops também oferecem cursos para melhorar o desempenho sexual, como de pompoarismo**, strip tease e sexo oral. A sexóloga Glene Faria vê nossas visitas às butiques eróticas como um retrato da evolução da sexualidade feminina. “A geração mais jovem encara o sexo com mais tranqüilidade, pois tem mais acesso a informações e aula de educação sexual na escola desde cedo. Com isso, foi por terra o mito de que sexo é feio, ou não pode. A mulher sabe que não está fazendo nada errado, portanto, está mais consciente do seu direito de ter prazer e vai em busca dele”, afirma Glene, que reconhece o sucesso que as lojas para o público feminino andam fazendo, espalhadas pelos grandes centros. “A idéia de ter um espaço só para mulheres faz com que elas se sintam mais à vontade. Lá a mulher pode olhar com calma, ouvir explicações sobre cada produto e escolher o que é bom para ela. Numa segunda visita à loja, ela ousa ainda mais”, revela a sexóloga. A mulherada mostra que sabe o que quer – na cama, principalmente. “A presença da mulher nas butiques eróticas é muito válida e representa um grande passo para a sexualidade feminina”, conclui."

(por Bel Vieira)

O que é pompoarismo? **

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09.03.07

Venus Flytrap: a primeira girl band transexual

categorias: É bom saber

Tailândia, um dos mais belos países do Oriente, é o lugar com maior concentração de transexuais do mundo. Sendo assim, não haveria lugar melhor para que a Sony-BMG lançasse um de seus projetos mais inusitados e inclusivos: "Venus Flytrap", a primeira girl band formada apenas por transexuais. O grupo, que empresta seu nome em inglês da mais conhecida de todas as plantas carnívoras, foi criado depois que mais de 200 candidatas katoeys (palavra tailandesa para travesti) foram entrevistadas para as cinco vagas da banda, espécie de versão trans das 'Spice Girls'. Posh Venus (Yonlada “Nok” Komklong), Hot Venus (Ploipaitoon “Bobo” Moukprakaaiphed), Cool Venus (Dhanade “Taya” Ruangroongroj), Naughty Venus (Topmonthawan “Gina” Boonchalee) e Sweet Venus (Rachakorn “Amy” Jaroensuk) foram escolhidas e debutaram em novembro passado com o single “Cause I'm Your Lady”. São cinco lindíssimas mulheres transexuais que foram escolhidas a dedo para formar uma coesão musical e visual. E à beleza juntam-se músicas que entram facilmente no ouvido, um visual muito cuidado e uma excelente produção. As meninas do "Venus Flytrap" estão estourando e já começam a invadir a Europa e logo estarão por aqui. Fiquem então com a mais recente sensação (trans)mundial "Venus Flytrap", conheçam as belas garotas com o som Visa For Love

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  • Postado em 07:59:30

18.02.07

Por quê?

categorias: É bom saber

Estou aqui para apresentar para vocês um cara chamado carinhosamente por todos que lhe são mais íntimos de Ali. Ele tem 39 anos de idade, é filósofo, um estudioso da raça humana, professor de uma faculdade em São Paulo e, também, escritor. Ali é um cara tranqüilo, sereno, que ama a vida, ama seus amigos. Ali é uma pessoa muito pacífica, ao ponto de ser incapaz de fazer mal à uma mosca. No entanto, Ali tem uma particularidade, que o torna quase singular em comparação à maioria da população: ele é gay. Mas isso não faz dele menos Ali! Ele continua sendo o mesmo cara gente fina de sempre! A única diferença é que ele prefere, entre quatro paredes, estar com meninos ao invés de meninas. Algum mal nisso? Creio que não, já que cada um faz com sua vida particular o que bem entender desde que não prejudique a outrem. Isso é o que podemos chamar de respeito pela diversidade. Todavia, em pleno século XXI, ainda tem gente que acha que os gays não são dignos de respeito...Madrugada de sábado, 11 de fevereiro de 2007, Ali estava voltando da rua para sua casa com alguns amigos, passando pela Rua da Consolação, nos Jardins - inquestionavelmente, o reduto gay da cidade de São Paulo - à 100m da Av. Paulista, quase na esquina da Alameda Santos, quando foi cruelmente atacado por um bando de mais ou menos dez caras, armados de cacos de garrafas em suas mãos. Os covardes em questão trajavam preto, como cavaleiros da morte, e traziam consigo todo o ódio do mundo. Por quê? Talvez porque não tenham a coragem que Ali tem de encarar a vida, talvez porque não tenham a inteligência e sensibilidade de Ali, ou talvez ainda, porque para eles deva ser divertido espancar um ser vivo até quase matá-lo. Apenas diversão para terminar bem a noite. Pobres desalmados! Pobre Ali...Vendo seu amigo sendo atacado, mais que rapidamente, seus companheiros se dirigiram a poucos passos de onde a agressão acontecia, onde havia uma guarita da Polícia Militar. No entanto, qual foi a surpresa dos amigos de Ali ao descobrir que, sendo a polícia solicitada para ajudar, estes se omitiram perante à situação apresentada com a justificativa de que "aquela região não era sua jurisdição"! Que eficiência! Que humanidade!! Que presteza!!! Então, para a Polícia Militar ajudar ao cidadão em perigo, é necessário checar se este está na jurisdição na qual os mesmos policiais se encontram? O que faziam estes policiais ali, então, fora de sua jurisdição? Estavam "matando" trabalho? Ora, se cada policial tem sua jurisdição, onde estariam os policiais da jurisdição correspondente ao lugar onde o crime acontecia?? Não poderiam estes policiais que estão fora de sua jurisdição, comunicar-se via rádio com outros policiais que pudessem prestar socorro ao rapaz sendo covardemente espancado na calçada na frente de seus narizes? Se o dever dessas autoridades é defender o cidadão indefeso, como descrever o paradoxo desta situação? Faltam-me palavras...Os amigos de Ali voltaram em seu socorro e o encontraram jogado, inconsciente, na calçada, com seu maxilar e seus dentes quebrados, com o corpo completamente ferido. Imediatamente, o levaram para o Hospital das Clínicas. Não consigo decidir-me nessa triste saga qual foi a pior das partes: os rapazes covardes, e certamente desprovidos de coração, que espancaram Ali até quase matá-lo, ou os PMs omissos, que apenas assistiram a um homem sendo espancado, covardemente. Se vivemos num mundo onde a máxima da boa convivência é "Faça para os outros o que você gostaria que fizessem para você", as atitudes descritas acima me deixam num estado de confusão mental tão grande que mal consigo expor minha indignação nessas linhas. Felizmente, não estou me omitindo também diante de tamanha barbárie. Espero que alguma atitude seja tomada daqui para frente. Afinal, naquela madrugada sangrenta, Ali foi espancado por ser gay. Mas diante de um mundo tão violento, qualquer um poderia sofrer uma agressão como essa. Chega de gente que ainda acha que botar fogo em índio e espancar gays é diversão! Estou fazendo o que posso...Você, que está lendo esse relato, por favor, faça também o que estiver ao seu alcance. Muito obrigado!

(por Fabricio Mardegan, criador do blog Whodouthinkur)

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