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A colunista Nina Lopes entrevista filha homossexual de mãe lésbica

"Minha mãe gosta de mulher", berra a intrépida Sol, personagem do filme "A mi Madre Le Gustan las Mujeres", divertidíssima comédia espanhola, disponível em DVD (sinopse aqui), que conta a história da pianista Sofia que reúne suas filhas para contar que está namorando uma mulher. Acredite, esta é a realidade de muitos filhos e filhas de homo e bissexuais, frutos de relações anteriores, produções independentes ou decisão do próprio casal de iguais em se constituir uma família. Essa geração, além de presenciar muitas vezes o preconceito pelas mães, vivencia o próprio preconceito: o de ser filho de uma homossexual. Contar ou não contar, eis a questão. Muitas mães vivem o dilema de manter uma relação com pessoa do mesmo sexo em segredo, para poupar seus filhos ou até mesmo por não saberem lidar com a situação. Tanto a mãe quanto o filho deve ter acompanhamento psicológico na hora de "revelar" a situação, a fim de que não haja traumas irreversíveis. Quanto mais natural, melhor. Nada de fazer estardalhaço no meio da reunião de família de domingo. Isso irá deixar a todos constrangidos e o resultado pode não ser o esperado. Encontre o momento certo de contar, de preferência quando ele tiver maturidade para compreender e aceitar a situação. Lembre-se que a sociedade exigirá o dobro de você, que para a maioria míope, a sua orientação pode desqualificá-la como educadora e mãe. Não desanime, pesquisas revelam que o lar constituído por homossexuais tende a ser mais harmonioso e sólido que os relacionamentos heterossexuais. Ser homossexual, filha de homossexual e mãe. Será que dá? Não só dá, como todos os envolvidos fazem parte de uma família estruturada e feliz. Bastou transparência e clareza para que Lee (31 anos e coordenadora de Call Center) se entendesse com sua mãe homossexual e com sua própria homossexualidade. Duvida? Ela mesma nos conta essa experiência ímpar.
Qual idade tinha e qual foi a sua reação quando você soube que sua mãe era homossexual?
Tinha 12 anos e sempre fui muito descolada. Então não tive nenhum choque. E ainda me achei no dever de apoiar minha mãe, pois em meio a quatro filhos, eu sou a única mulher. Procurei entendê-la.
Quando você se descobriu homossexual também?
Talvez o fato de apoiar minha mãe e ser muito desencanada de preconceitos, me fez aceitar numa boa quando desejei estar com uma mulher. Já fui noiva de um rapaz, que hoje é meu amigão. Tenho um filho, de um cara que gostei muito e em meio a tudo isso namorei também com garotas. Hoje tenho muito clara minha orientação. E sou feliz. Já a descoberta, sei lá, eu já olhava para os seios das garotas na escola, no auge dos meus 10 anos. Em seguida veio a história da minha mãe. Depois disso fui aceitando todas as experiências surgidas a partir dos 17 anos. Freqüentava boates gays com um amigo que era assumido. Na verdade minha mãe ia de carro com a "amiga dela" e nos deixava na porta da boate (extinta Bug House) e ia para a Segredu´s, ao final da balada, ela nos pegava na porta da boate e íamos todos felizes para casa. Eu já ficava com meninas, mas só dava uns beijos. Até por conta da minha indecisão, acho que posso dizer assim, tive minha primeira experiência sexual aos 21 anos, com um rapaz, e alguns meses depois com uma mulher.
E como foi contar para sua mãe?
Tinha uma viagem de férias marcada, onde iríamos eu, meu filho, minha namorada, um casal de amigos e chamei minha mãe. Ela perguntou quem eram estes amigos, expliquei a ela, inclusive um deles ela conhecia muito bem, e disse que a amiga, era aquela que me ligava diariamente e que estava em casa aos finais de semana, e que inclusive era minha namorada. Ela sorriu, disse que já desconfiava, mas respeitou o meu tempo para contar. Disse que me apoiava, e que na verdade sempre quis que eu namorasse meninas.
Seu filho sabe da sua orientação?
Se perguntar quem eu amo ele diz o nome dela. Talvez a idade dele (5 anos) não deixe as coisas muito claras, mas ele chega a chamá-la de mãe.
Como você reagiria se soubesse que ele é homossexual?
Honestamente? Eu aceitaria a quarta geração da família numa boa. Para mim o que importa é ele ser feliz.
Qual a maior dificuldade em ser mãe e homossexual?
Eu costumo me impor muito em idéias, e por ter uma personalidade muito forte. O pai do meu filho chegou a ameaçar brigar pela a guarda dele na justiça por conta de minha orientação, mas ele viu que um briga dessas comigo eu iria até as últimas, e então ele desencanou. Hoje ele me respeita.
E em ser filha de homossexual?
Esta questão não tem o menor peso na relação mãe e filha.
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Meus outros caminhos

"Era uma “brincadeira” simples: a moçada que lá estava deveria contar quem havia sido seu primeiro amor homossexual e como ele havia se desenvolvido. De cara perdemos umas duas medrosas que saíram correndo alegando compromisso inadiável. Das que ficaram nenhuma queria começar, já que se tratava do passado, mesmo assim todas relataram o seu primeiro amor homossexual, fizeram comentários e debatemos todas as questões. Com o final da reunião, fui para casa e lá desabei e confesso que chorei feito criança, eu não tinha me dado conta do que havia acontecido na reunião, somente sozinha pude perceber o tamanho da frustração que a maioria de nós carrega ao iniciar sua vida amorosa com amores platônicos ou com dificílimas relações com pessoas mais velhas e casadas. A maioria dos primeiros amores não heterossexuais é platônica e reprimida; nascendo e morrendo em absoluto segredo e imersos em dor, vergonha e frustração. Imaginem só o peso disso no desenvolvimento de nossa vida íntima. Há um grupo jovem que tem sofrido muito menos, hoje em dia. Mas é minoria. São jovens, boa parte de classe média, dos grandes centros urbanos, cujos pais têm tido uma reação muito mais positiva em relação à sexualidade de seus filhos. Mas, como disse, é minoria. A maioria de nós continua tendo que sofrer o seu primeiro amor, ao invés de aproveitá-lo. Sofrer o primeiro amor, é claro, não é incomum para qualquer um, de qualquer orientação sexual. Todo mundo sofre. A maioria não tem coragem de dizer o que sente, não sabe como elaborar esse novo sentimento, não sabe o que fazer. Quando amamos a primeira vez somos crianças, conhecedoras somente do amor familiar. É natural que haja sofrimento e confusão. Mas a questão é que, no nosso caso, há contornos mais fortes e desagradáveis. A primeira dificuldade é que não podemos contar para ninguém, amamos nossas melhores amigas, nossas primas, nossas professoras, a namorada do irmão. Dificilmente temos nessa idade um grupo de amigas com a mesma orientação sexual que a gente. Nosso primeiro amor é calado. Intuímos, desde sempre, que nosso sentimento não pode ser dito. E não pode ser dito porque é proibido. As piadinhas da televisão e da mesa de jantar nos contam que o que sentimos não pode ser nem falado, nem comentado, nem exposto e nem mesmo sentido. É feio, errado, podre, pecado, imoral, sem-vergonhice, doença e “coisa de más companhias”. Portanto, recorremos ao silêncio. Mas o que se passa em nossa cabeça não é nada silencioso. Lidar com amores héteros aceitos e “normais” já é difícil, mas como lidar com amores não héteros? Como saber se estamos sendo correspondidas se não temos referências seguras para analisar o que está acontecendo? A confusão é maior. A auto-estima desaparece. O medo assombra. E dificilmente conseguimos concretizar, materializar aquele sentimento. É uma barra. Iniciar a vida amorosa com mulheres casadas também foi uma experiência relatada por mais de uma participante da reunião. Essa é outra situação de difícil elaboração pelas adolescentes com as quais temos tido contato. E que costuma deixar certo gosto amargo. Acredito que as mulheres casadas que se apaixonam por outras mulheres vivam um caos em suas vidas. Mas é algo que pode acontecer, isto é, você se apaixona por um rapaz, casa com ele, e de repente apaixona-se loucamente pela vizinha de sua nova casa. Acontece. E temos que ter coragem para assumir nossos sentimentos, pois senão nos transformaremos em pessoas angustiadas e insatisfeitas. Mas os relatos não são dessa natureza. Ouvimos várias estórias de adolescente que se apaixonaram por mulheres mais velhas e casadas, e que além de terem sido correspondidas, viraram suas amantes por muitos e muitos anos. E essa situação gerou, nessas jovens, enormes frustrações, dores e constrangimentos. Verdade é que a pulsão reprimida nos deixa reféns de sentimentos nem sempre positivos. Vamos, ao longo do tempo, guardando tão duramente nossos sentimentos, que a primeira que nos lança um olhar lânguido, já ganha nossa alma. E nossa primeira chance de viver um amor pode resultar em uma péssima estória. Há formas de evitar um sofrimento além do “normal”? Pode-se pensar em algumas maneiras de minimizar o sofrimento. A primeira coisa é que temos que acreditar, realmente, que somos absolutamente capazes de viver amores bons e saudáveis, que nos levem mais pelo caminho do carinho e da compreensão do que pelo caminho do inferno. Acreditar nessa nossa capacidade já nos deixa mais espertas para evitar as armadilhas de nossa histórica baixa ou inexistente auto-estima. Temos que conseguir separar, o quanto for possível, nossos sentimentos de crenças preconceituosas e homofóbicas, que nos fazem acreditar que vamos sofrer, sempre, somente por sermos não heterossexuais. Pais e mães vivem falando isso: Meu Deus, minha filha é lésbica, ela vai sofrer tanto! Antes da primeira piscada a gente já está achando que tudo vai ser uma droga. Isso é preconceito, mas é dos outros, e aceitar isso é decretar a própria prisão. Pensar em si mesma é fundamental para que possamos criar uma vida íntima feliz. E devemos passar essas idéias para nossas amigas e nossos amigos, principalmente para as/os mais jovens, afinal, somos uma comunidade enorme vivendo uma história comum, e passamos todas e todos pelas mesmas dificuldades. Não estou querendo passar uma idéia moralista de que bons primeiros amores são aqueles vividos por dois jovens solteiros da mesma idade e classe social. Essa é uma idéia muito comum e eu, definitivamente, não acredito nisso. Amor bom é o que faz bem aos amantes, e ponto final. Mas deve fazer bem igualmente aos dois, em vários sentidos e de forma consciente. Sem dúvida alguma, os amores podem ser bons e lembrados com carinho e emoção, mesmo que já finalizados. E o primeiro amor, que assim seja também, para todas nós: de uma saudade boa, de uma tristeza leve, sem angústia e sem horror, e que possa ser embalado, só por graça, por uma canção lacrimosa."
(reunião acontecida no Moleca e relatada por Lena Freitas, bibliotecária
e fundadora do MOLECA - Movimento Lésbico de Campinas)
Não há amor, nem diálogo. Apenas um relacionamento falido

"No apartamento, cada uma no seu canto. Não há diálogo, não há entendimento, não há carinho. Apenas a ilusão de um relacionamento que, na realidade, já está falido, acabado. A solidão a duas é, muitas vezes, mais dolorosa que a solidão desacompanhada. Isso porque ela vem sempre carregada de mágoas e decepções que nutrem o monstro da desilusão, criando um desarmônico e doentio laço, que aprisiona. É viver um inferno. É não saber precisar ao certo quando o relacionamento faliu, mas conseguimos enumerar algumas de suas razões. É basicamente um acúmulo de coisas. Falta de paciência, intolerância, egoísmo e acho que até um excesso de idealização. Porque fomos varrendo os problemas para baixo do tapete, nos negando a enxergá-los e isso vai roendo o relacionamento. A cada dia que passa, a vida fica pior. Ao chegar do trabalho, nem nos falamos. Uma fica imóvel no sofá e a outra vai direto para o quarto. A casa fica praticamente dividida em duas áreas e a gente mal se cruza. O problema é como uma receita de bolo, cujo fermento é exatamente as mágoas e decepções. Conversar vai ficando cada vez mais impossível. Qualquer assunto que se comece, pode ser o mais ameno, acaba em briga. Imagine quando a conversa é algo sobre as duas? Relacionamentos que agonizam desse mal são extremamente comuns. O problema nasce devagarzinho, bem debaixo dos nossos olhos vendados, existe um desprezo muito grande pela intuição. Quem vive um drama desses na vida sempre reconhece, quando o problema já é fato, que já havia algo de errado desde muito tempo e esses indícios foram desprezados. É muito importante identificá-los e solucioná-los quando ainda são incipientes. É justamente o acúmulo de feridas que mina a saúde de um relacionamento. Sentimentos como ansiedade, rejeição, desprezo e desejo de fuga não devem ser, de maneira nenhuma, negados. Para muitas, é muito difícil reconhecer defeitos no seu projeto afetivo que, quase sempre, nasce envolvido por uma promessa de perfeição e eternidade. Mas certas barreiras anunciam um novo caminho de evolução para uma relação e é aí mesmo que está a solução para uma queixa comum nesse quadro que é a rotina, a falta de novidade. São dessas mudanças que um relacionamento se nutre."
(texto adaptado de Fernando Puga)
"Querido companheiro,
A distância entre nós impede que nos vejamos frente a frente, então resolvi lhe escrever uma carta. Não tenho certeza do CEP da sua localidade, mas espero que estas linhas cheguem até você. Primeiramente, gostaria de lhe agradecer pelos grandes momentos que passamos juntos, todos de tirar o fôlego. Espero poder repeti-los assim que tivermos a oportunidade. Nos encontraremos lá, no nosso lugar. Eu, sempre sem tempo; você, sempre um pouco atrasado. Gosto da nossa relação. Sem grilos nem cobranças. Sem falsas ilusões. Respeito mútuo é o que eu diria que temos em nosso longo convívio, e isso não é pouco. Talvez devêssemos manter um maior contato, não sei, mas, mesmo assim, não sinto qualquer culpa com relação a isso. Você, aliás, é o mais calado. E não estou reclamando, ao contrário. Falo demais às vezes, e você, nesse seu discreto silêncio, diz tudo o que eu queria dizer. Ou seja, acho que nós temos personalidades opostas complementares, estando aí o segredo do nosso relacionamento estável. Talvez devêssemos, sei lá, ter viajado mais. Ou, quem sabe, ousado mais. Cansa-me, porém, o excesso de conjecturas, sabe? Muitos "talvez..." Tivemos bons tempos e maus bocados, mas sobrevivemos. E é isso o que interessa. Restando-me apenas o segundo motivo desta carta, que é lhe dar boas notícias. Nós vencemos. É, vencemos. O machismo opressor perdeu a sua longa hegemonia sobre a sociedade. Em alguns lugares do mundo, sim, muitas mulheres seguem em suas batalhas contra a brutalidade masculina, mas são focos de ignorância que deverão ser apagados. O fato é que, sem dúvida, hoje, podemos dizer que vencemos. Uma luta ancestral, cuja vitória merece ser comemorada. Sendo esta a razão principal desta carta: dividir com você essa conquista. O sangue derramado não foi em vão. Desfrutamos enfim, da liberdade de fazermos o que quisermos. Claro, burrices é o que fazemos por vezes, porque é o que queremos fazer; porém até a burrice é bem-vinda. Já que é mesmo a partir do erro que acertamos. Somos assim e parece que os homens finalmente entenderam isso. Ou fingem que entenderam. Mas nós dois, mais do que ninguém, sabemos que fingir funciona quase da mesma forma, para efeitos práticos. Além do mais, os machos e as suas glandes também não têm demonstrado grandes inteligências, através dos tempos, têm? Pois bem, é isso. Acho que temos o que comemorar. Nossa revolução foi completada, mas novas lutas é o que não faltam. Diversas mulheres estão se saindo bem em suas trincheiras, outras seguem vítimas de injustiças. Estamos aqui para isso, porém, não é? Digo lutar. E, ainda movida pelo mesmo calor revolucionário, permito-me soar repetitiva: unidos venceremos.
Saudações"
(por Fernanda Young, escritora e roteirista de TV)



Oito meses Laís? Oito meses namorando uma tela de monitor? Celebro a tua atitude de cair fora, provavelmente você não era a única na vida desta fulana, foram oito meses perdidos e que isso lhe sirva de lição. Conselhos não, dicas: em paqueras virtuais jogue claramente e diga à outra a que veio e o que quer de um relacionamento, se a pessoinha não retornar, agradeça aos céus pois, ela não quer nada sério; continue romântica, viaje por estrelas e cometas, seja estrela, mas deixe um pezinho preso à poeira do chão, a razão saberá agir quando necessário; siga a sua intuição e fique atenta se a luzinha vermelha começar a piscar. Meu primeiro contato virtual foi um desastre, a criaturinha desalmada estava mais preocupada com a farra de um namoro rápido, um "ficar". Não era a minha. Não entendo qual é a grande coisa de sair tresloucadamente colecionando pseudo-conquistas virtuais, esconder-se em jogos de sedução, brincar com os sentimentos alheios. O fato é que o que vejo como atitude de um ser humano, é ser responsável, não por obrigação, mas por desejar. Quando esse pessoal resolverá ser responsável? Nunca, por que caráter todo mundo tem, a questão é, se o caráter é bom ou mau. O texto abaixo da Silvana Duboc veio a calhar, mesmo não concordando com algumas coisas, já vi muitos amores virtuais transformarem-se em reais.
Beijão e fique bem.
Mara*
“Acho melhor você voltar a viver a sua vida e curar essa ferida que o amor virtual lhe abriu. É melhor você começar a ignorar essa paixão que o seu coração, num deslize, permitiu. Retorne à realidade e deixe de lado essa viagem de achar que alguém pode lhe amar, lhe querer, lhe admirar sem nunca ter podido lhe conhecer e lhe tocar. O melhor é você aquietar essa sede de amor que se resume em palavras e lhe causam essa imensa dor. Liberte-se e tente amar alguém de carne e osso que possa, por você, se apaixonar e a quem você possa se entregar. Amores virtuais não são palpáveis, chegam a ser inexistentes, só fazem com que tanta gente caia na cilada de sonhar e com isso só se desgastar. Almas gêmeas que se encontram e tantas afinidades, mas chega um certo ponto que se percebe que nada é realidade. Essa descoberta é devastadora, uma tortura que se vive à toa. Sempre fiquei me perguntando por que no real casais não estão se formando e no virtual tem sempre tanta gente se amando. Tem alguma coisa errada com o ser humano que deixou de viver a vida verdadeira e se trancou dentro dessa brincadeira de amar pelo computador. Será desilusão, ansiedade, decepção ou falta de opção que leva um coração a não conseguir mais enxergar que para ser amado e amar, é preciso olhar nos olhos e se tocar. É preciso o contato físico, sentir gostos, cheiros e ser de fato verdadeiro na vida de alguém. Eu queria saber quem amou, virtualmente, pela primeira vez e o que foi que essa pessoa fez quando viu seus sonhos encantados virarem castelos de areia desmoronados. Eu sei que muitos vão me criticar e, também, vão tentar de toda forma me convencer que o amor virtual pode acontecer, dar certo e sobreviver. No entanto eu insisto em perguntar como alguém consegue ser feliz, completa e realizada sem nunca ter ao seu lado o objeto do seu amor? Com isso acaba vivendo isolada e escravizada na frente de um monitor.”
A revista "IstoÉ" desta semana, trás uma matéria sobre os prós e os contras das Paixões na rede
Algumas dicas de como se defender no namoro virtual, retiradas da revista:
1-Marque os primeiros encontros sempre em locais públicos. Essa é uma regra que nunca deve ser quebrada
2-Dê um bom tempo para levar a sua namorada virtual a sua casa. Se desejar contato sexual, vá a motéis grandes e localizados na cidade, nunca em lugares ermos
3-Salve as mensagens, sobretudo as recebidas no início do relacionamento. Compare-as com as mensagens posteriores para ver se há contradições
4-A troca de informações sobre a vida pessoal deve ser equilibrada. Se você fala muito e sua correspondente, pouco, pode ser que ela tenha algo a esconder
5-Se você é definida psicologicamente como alguém que tem carências afetivas, trate delas antes de iniciar um namoro virtual
6-Evite se relacionar virtualmente com pessoas casadas