| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | |
| 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |
| 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 |
| 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 |
| 28 | 29 | 30 | 31 |

Aquela que foi uma das mais influentes feministas do século 20, nos primeiros momentos de militância, se opôs a "igualar feminismo com lesbiandade". Mais tarde, numa autocrítica, confessou que era "muito quadrada"e se sentia pouco confortável para abraçar as causas dos gays. A expressão "Lavander Menace" (ameaça cor de lavanda) é de sua autoria, e foi usada durante o encontro da NOW em 1969. "Lavender Menace" era um um recado para as lésbicas que queriam igualdade com o feminismo e foi mais tarde usada pelos ativistas dos direitos dos gays. Durante uma conferência feminista que aconteceu no velódromo de Huston Texas, em 1977, para ratificar o projeto das Nacões Unidas "Platform for Women", ela tomou o microfone e, diante de uma platéia de cerca de dez mil mulheres, assinou a moção que apoiava os direitos das lésbicas. Neste momento, milhares de balões cor de lavanda subiram ao céu, enquanto as mulheres festejavam, gritavam e choravam. Apesar da oposição da direita americana, a moção foi aprovada no Congresso, Este foi o momento de glória total para o Movimento Feminista Americano, para os ativistas gays e para Betty Friedan.
Betty Naomi Goldstein nasceu em Peoria, Illinois em 4 de fevereiro de 1921 , filha de um joalheiro e de uma jornalista que deixou o emprego para ser mãe de família e dona de casa.Fez os estudos básicos na cidade natal e foi aluna do Smith College, onde editou o jornal da Universidade e se graduou summa cum laude, em 1942. Foi ativista marxista e frequentou círculos judeus radicais. Abandonou os estudos de Psicologia em Berkeley (Universidade da Califórnia) para trabalhar na imprensa sindicalista de esquerda. Em 1947, casou-se com o executivo de agência de propaganda Carl Friedman. Em 1952, grávida de seu segundo filho, Betty foi despedida de seu emprego no jornal sindicalista UE News. Na reunião de sua turma de faculdade, em 1957, falou sobre o destino das formandas do Smith College, comparando seus potenciais e perspectivas na ocasião da formatura e o destino vulgar que suas vidas tomaram. O discurso foi publicado em jornais e revistas dirigidos ao público feminino. Esta reflexão, semente da futura militância, foi reescrita para ser publicada como livro, com o título de "A mística feminina". Ela passeia pela importância do trabalho feminino nas sociedades industriais, em especial o papel de dona de casa em tempo integral que Betty julgava difícil, árduo, monótono mas não devidamente reconhecido. Publicado em 1953, tornou-se um best seller mundial e é considerado a base do novo Movimento Feminista. A tumultuada relação de 22 anos com o marido terminou com o divórcio em 1969, quando saiu também o M do sobrenome. A separação foi acompanhada pelo público americano pela televisão, como uma novela. Betty falou aos telespectadores no Good Morning America - uma espécie de "Bom dia, Brasil" - e concedeu inúmeras entrevistas coletivas para explicar o fracasso do casamento. Na autobiografia My Life So Far - Minha vida até agora, de 2000 - as agressões físicas que afirmou ter sofrido foram narradas com detalhes. Carl morreu em 2005 e o casal teve 3 filhos e 9 netos: um dos filhos, Daniel, é cientista e astrônomo muito conhecido.
Betty Friedan é co-fundadora, junto com mais 27 pessoas (homens e mulheres) da NOW- U.S. - National Organization for Women(Organização Nacional de Mulheres) e com Pauli Murray (Anna Pauline Murray) (foto), a primeira bispa afro-americana, escreveu os estatutos da Entidade. Betty também ajudou a criar a NARAL (National Association for the Repeal of Abortion Laws) - associação especializada na luta pela aprovação de leis que dariam às mulheres americanas a opção legal de abortar. Nesse trabalho (1969) teve a colaboração de Bernard Nathanson e Larry Lader. O gênio abrasivo de Betty não passou em branco. Discriminada desde sempre por ser feia e judia, desenvolveu um temperamento agressivo e complicado. Dias após o óbito, em 7/2/2006, a controvertida escritora feminista Germaine Gree publicou um artigo no Guardian "A Betty que conheci", em que chamava sua colega de "egoísta, exigente e autoreferente", mas concordou que Betty Friedan mudou a História. Apesar de seu gênio difícil, penso que ela tinha uma certeza: as mulheres não serão respeitadas se não tiverem um padrão de comportamento masculino. Se forem do tipo 'mulherzinhas' serão chamadas de ‘benzinho’ e se conformarão com o tratamento. Betty quís mudar isso para sempre”. Betty Friedan esteve no Brasil na década de 60, trazida pela escritora, editora e militante brasileira Rose Marie Muraro.
(por Thereza Pires, jornalista e colunista do MixBrasil)
Enquetes em votação no Orkut
clique aqui "Você já sofreu algum tipo de violência?" (comunidade Trans Sudeste)
clique aqui "Qual sua personagem preferida da série The L Word?" (comunidade Tête-à-Tête)
clique aqui e opine sobre romantismo (comunidade Mulheres Românticas)
clique aqui e opine em várias enquetes (comunidade Homofobia - já era)
clique aqui e seja solidária, assine a carta pela aprovação do Projeto de Lei 122
criado por Mara*
06:37:12